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domingo, 22 de abril de 2012

Reprodução por ovos fez dinossauros perderem para mamíferos

O fato de dinossauros terrestres colocarem ovos foi o que selou o seu destino, levando-os à extinção em massa milhões de anos atrás, enquanto mamíferos vivíparos floresceram, afirmaram cientistas em um estudo publicado nesta quarta-feira.
Em uma nova explicação para a vitória evolutiva dos mamíferos sobre os dinossauros, cientistas afirmaram que um modelo matemático demonstrou que o tamanho dos filhotes foi determinante. Em vista das limitações do tamanho do ovo, os dinossauros tinham filhotes comparativamente pequenos. Alguns eclodiam pesando entre 2 e 10 kg e tinham que crescer até 30 ou 50 t.
Durante o crescimento, os jovens tinham que competir por comida com adultos de outros grupos animais e de tamanhos diferentes, relatou à AFP o cientista Marcus Clauss, da Universidade de Zurique. Isso significou que todas as categorias animais de porte pequeno ou médio sustentadas pelo ambiente estavam "ocupadas", tirando o espaço necessário para as espécies menores de dinossauros se desenvolverem, segundo descobertas publicadas no Biology Letters, periódico da Royal Society, academia de ciências britânica.
"Há muito espaço no ecossistema para espécies pequenas, mas (neste cenário) o espaço é ocupado pelos jovens das espécies grandes", explicou Clauss. "Este não foi um problema por 150 milhões de anos, mas assim que algo acontece, levando todas as grandes espécies, deixando apenas as pequenas, se não houver espécies pequenas para ocupar este espaço, então todo o grupo desaparece", acrescentou.
O evento catastrófico que varreu todas as formas grandes de vida da Terra 65 milhões de anos atrás representou o fim dos dinossauros terrestres. Os cientistas têm opiniões divergentes acerca de se os répteis escamosos morreram antes ou depois de um asteroide cair na Terra em um evento que ficou conhecido como impacto Cretáceo-Terciário, que deixou em suspensão bilhões de t de cinzas de vegetação carbonizada e poeira filtrar a luz do sol, causando um "inverno" que resfriou o planeta e enfraqueceu a vegetação.
Os mamíferos não tiveram as mesmas limitações de tamanho, explicou Clauss, porque seus filhotes não nasceram tão pequenos comparativamente e não precisavam competir por comida com outras espécies, uma vez que eram amamentados por suas mães. Isto significa que havia espécies menores de mamíferos capazes de lidar com um ambiente pós-catástrofe e evoluir para novas espécies juntamente com as aves, que também são dinossauros.
"A pergunta que assombra algumas pessoas, inclusive a mim, é por que os mamíferos sobreviveram e os dinossauros não? Acho que temos uma resposta muito boa para isto", acrescentou Clauss. Os cientistas afirmam que o tamanho dos ovos é restrito por limites como a espessura da casca, que precisa permitir que o oxigênio chegue até o embrião.
O titanossauro, um monstro de 4 t conhecido por ser o maior vertebrado que já viveu sobre a Terra, era 2,5 mil vezes mais pesado do que seus filhotes recém-nascidos. A mãe de um elefante moderno pesa 22 vezes mais do que seu filhote. Os cientistas afirmam que todos os animais com massa corporal superior a 10 e 25 km morreram na extinção em massa.

Descoberto maior dinossauro com penas

 Maior dinossauro com penas viveu na Terra há 125 milhões de anos
Paleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que o Tiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.

Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse ao iG Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.

Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse ao iG Sullivan.

A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.

O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.

Cientistas da Chechênia encontram cerca de 40 ovos de dinossauros.

Cientistas da república islâmica da Chechênia, que faz parte da Federação Russa, descobriram um "esconderijo" de ovos fossilizados de dinossauros em uma área montanhosa no sul da república. Segundo o site da Radio Free Europe, uma equipe de geógrafos fez a descoberta em uma expedição para estudar duas desconhecidas cachoeiras na última segunda-feira, 9 de abril.
"Existem pedregulhos no declive da montanha, e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios", afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. "Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro", contou.
Especialistas acreditam que os cerca de 40 ovos são datados de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta. Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.
Os cientistas chechenos afirmam ter 90% de certeza de que encontraram ovos pré-históricos, que foram gerados por dinossauros herbívoros.