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sábado, 24 de março de 2012

Descoberta espécie de crocodilo que viveu há 130 milhões de anos.

Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de uma nova espécie de crocodilo que teria vivido há 130 milhões de anos, após se separar dos dinossauros. A descoberta se baseia em um crânio fossilizado que um pesquisador encontrou por acaso em 2007, nos arredores dos pântanos de Swanage, uma vila litorânea do condado de Dorset, no sul da Inglaterra, confirmou nesta quarta-feira o principal responsável da pesquisa, Mike Benton.
Durante cinco anos, cientistas da Universidade de Bristol examinaram minuciosamente o crânio, de 1 metro de comprimento e em bom estado de conservação, e o compararam com amostras de outros espécimes. Os pesquisadores finalmente declararam que se trata de uma nova espécie de crocodilo, um antepassado dos répteis de água salgada que viveu no Cretáceo Inferior, e o batizaram de "Goniopholis kiplingi", em homenagem a Rudyard Kipling, autor de O Livro da Selva.
"Este novo crocodilo se parecia muito com os atuais quanto à forma e dentadura. Era um animal muito grande, embora não gigante", comentou Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol.
O réptil, que segundo o pesquisador media entre 4 e 5 m do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.
Embora outros restos do "Goniopholis" já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior. "(O crânio) se trata de uma amostra bastante notável. Encontra-se em bom estado e não está esmagado, algo bastante incomum porque, na maioria dos casos, os fósseis são danificados pelas rochas", detalhou Benton. Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D.
Segundo o paleontólogo, a descoberta ajudará os pesquisadores a calcular o número de espécies. "Parece que este crocodilo só viveu na Inglaterra. Por isso, agora sabemos que deve ter havido duas ou três espécies deste tipo naquele tempo".
O fóssil ficou exposto após um deslizamento de pedras em uma praia de Dorset, que faz parte da região conhecida como Costa Jurássica, uma área declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que se estende ao longo do Canal da Mancha. A partir de agora, o fóssil e sua reconstrução em 3D estarão expostos no Museu de Dorchester, sudoeste da Inglaterra.

Cientistas descobrem novas espécies de dinossauros.


Descoberta é importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte
São Paulo - Dois parentes do dinossauro da espécie Triceratops foram descobertos em Alberta, no Canadá. Os cientistas acreditam que com isso, será possível entender melhor como os dinossauros se expandiram pela América do Norte.
As duas novas espécies foram nomeadas de Unescopceratops koppelhusae e Gryphoceratops morrisoni. Os cientistas sugerem que as duas espécies foram contemporâneas durante o Cretáceo, entre 75 a 83 milhões anos atrás. O Unescopceratops viveu a cerca de 75 milhões de anos atrás, enquanto Gryphoceratops é de 83 milhões de anos.
Fragmentos do maxilar inferior esquerdo do Unescoceratops foram descobertos em 1995, na Dinosaur Provincial Park, da UNESCO, considerada como Património Mundial da Universidade de Alberta. Já os fósseis da mandíbula inferior direita da Gryphoceratops foram encontrados no sul de Alberta em 1950, por Levi Sternberg enquanto ele trabalhava para o Royal Ontario Museum.
O Unescopceratops tinha cerca de dois metros e pesava menos de 91 kg. Já o Gryphoceratops não passava de meio metro de comprimento, mesmo quando adulto. Isso significa que ele é o menor dinossauro de tamanho adulto com chifres na América do Norte e um dos menores dinossauros herbívoros conhecidos.
Segundo a pesquisa, essa descoberta é extremamente importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte. Isso porque, embora os dinossauros com chifres sejam originadas da Ásia, a análise sugere que eles também viveram na América do Norte, já que as novas espécies, como Gryphoceratops, fazem parte do registro mais antigo do grupo neste continente.

Mamíferos primitivos sobreviveram á era dos dinossauros graças á dentição complexa,diz estudo.

No tempo dos dinossauros, acredita-se que os mamíferos não passavam de pequenas criaturas que viviam escondidas com medo dos predadores. Mas pelo menos um grupo de mamíferos, os chamados multituberculados, conseguiram evoluir durante os últimos 20 milhões de anos do reinado dos dinossauros e sobreviver à sua extinção, há 66 milhões de anos.
Pesquisa realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sugere agora porque esses multituberculados, que se assemelham muito a roedores, se deram tão bem. Em parte, o sucesso das espécies se deve ao desenvolvimento de pequenas saliências formadas na extremidade de seus dentes posteriores – chamados tubérculos – , o que lhes permitiu se alimentar principalmente das plantas dotadas de flores e frutos – as angiospermas – , que estavam começando a se tornar comuns na natureza.

Há cerca de 170 milhões de anos, os multituberculados eram do tamanho de ratos. Quando as angiospermas começaram a aparecer, há 140 milhões de anos, o tamanho do corpo desses mamíferos começou a aumentar, chegando a alcançar a dimensão de um castor. Depois da extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram evoluindo até que outros mamíferos – em sua maioria primatas e roedores – foram surgindo e ganhando vantagens competitivas. Isto levou a sua extinção há mais ou menos 34 milhões de anos.
Saiba mais
MULTITUBERCULADOS
Mamíferos da ordem Multituberculata são um grupo extinto de animais primitivos. Surgiram há cerca de 90 milhões de anos e foram extintos há 34 milhões de anos. Apesar de serem semelhantes a roedores, acredita-se que não tenham dado origem a nenhum outro tipo de mamífero existente hoje. Entre as suas características diferentes, estão os dentes, que apresentam um grande número de cúspides. Agora, uma nova pesquisa descobriu que este foi o motivo para os multituberculados terem convivido tanto tempo ao lado dos dinossauros.

Para a atual pesquisa, os cientistas examinaram dentes de 41 espécies de multituberculados. O trabalho procurou determinar a estrutura da superfície desses dentes. Quanto mais fragmentada é essa superfície, mais complexa e mais cheia de tubérculos é a estrutura do dente. “Se você olhar para a complexidade dos dentes, vai ter informações da dieta”, explica o biólogo Gregory P. Wilson, chefe da pesquisa, publicada na edição atual do periódico Nature.

Carnívoros, por exemplo, têm dentes relativamente simples, com aproximadamente 110 cúspides por fileira de dentes, já que seu alimento é facilmente digerível. Já os animais que dependem da vegetação como alimentação possuem dentes com mais fragmentos, de modo a facilitar a digestão. Nos multituberculados, os dentes mais complexos encontrados foram os posteriores, com uma média de 348 cúspides por fileira de dentes, ideal para triturar material vegetal.
sexta-feira, 9 de março de 2012

Velociraptors eram caçadores noturnos.

Alguns dinossauros tinham olhos adaptados para a caça noturna, enquanto outros estavam mais aptos para atividades durante o dia, mostra um estudo que contesta a ideia de que os sáurios eram animais exclusivamente diurnos. A partir da análise dos registros fósseis de um osso que existe em pássaros e lagartos, chamado anel esclerótico, pesquisadores conseguiram comprovar que alguns dinossauros tinham a pupila mais aberta, própria para visão noturna. Esse anel circunda a íris, determinando a largura da pupila. O estudo desmente o conceito de que os dinossauros do Mesozóico, de 250 milhões a 65 milhões de anos atrás, tinham atividade exclusivamente diurna, deixando a noite para os pequenos mamíferos.
Durante seis anos e meio, pesquisadores da universidade da Califórnia mediram o osso ocular de 33 fósseis de dinossauros, pássaros ancestrais e pterossauros. O diâmetro de cada osso estudado variou de um a 10 centímetros, e revelou novos padrões do ecossistema.
De acordo com o estudo, pequenos carnívoros, como os velociraptors, eram caçadores noturnos. Grandes dinossauros herbívoros tinham atividades tanto durante o dia quanto durante a noite, provavelmente pelo fato de terem de comer grandes quantidades, o que levava muito tempo, com direito a “siestas” nas horas mais quentes do dia para evitar o superaquecimento do corpo. O mesmo acontece com grandes herbívoros contemporâneos, como os elefantes.
Pterossauros e aves pré-históricas eram mais ativas durante o dia. Os pesquisadores não puderam estudar grandes carnívoros, como o temido Tyrannosaurus rex, por não haver registro fóssil suficiente do anel escleral.
A variação nos padrões de atividade diária facilita a divisão do uso do habitat e de seus recursos entre as espécies. “Conseguimos reconstruir o ecossistema, agora que sabemos em que período cada dinossauro era mais ativo, e também começamos a entender melhor a interação deles”, disse ao iG Lars Schimitz, professor do departamento de Evolução e Ecologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo publicado na edição dsta semana do periódico científico Science.

Dinossauro tinha pena iridescente há 130 milhões de anos.

Pesquisadores americanos e chineses descobriram que as penas do Microraptor, dinossauro de quatro asas que viveu há 130 milhões de anos, eram iridescentes. Este é o primeiro registo de penas que criam um efeito de arco-íris na luz solar. A nova reconstituição do dinossauro vai ajudar cientistas a entender a controversa transição que fez com que os dinossauros começassem a voar.
“O estudo nos dá um vislumbre inédito de como estes animais eram quando estavam vivos”, disse em comunicado Mark Norell, do Museu Americano de História Natural e um dos autores do estudo publicado hoje (8) no periódico científico Science. Embora tivesse penas e asas, a análise do esqueleto e projeções da musculatura do Microraptor determinaram que ele não era capaz de voar.
A partir da comparação de padrões de pigmento da pena do fóssil do Microraptor com o encontrado em aves modernas, os cientistas determinaram que as penas tinham o brilho parecido com as penas de um corvo. Pesquisadores acreditam que elas tinham o propósito ornamental ou de sinalização para atrair parceiros.


O estudo conseguiu trazer aspectos comportamentais sobre o dinossauro. “A maioria das características de penas dos dinossauros continua sendo interpretada fundamentalmente como aspectos de aerodinâmica e locomoção”, disse Julia Clarke, uma das autoras do estudo e paleontóloga da Universidade do Texas. “Algumas destas estruturas são claramente características ancestrais que surgiram de outras funções e ficaram, enquanto outras devem ter sido ligadas a comportamentos de exibição, ou de sinalização para atrair parceiros. As penas foram desenhadas desde o começo para a locomoção, mas como nenhum pássaro nos contará, a cor das penas e o desenho também devem ter relação com um complexo repertório comportamental”, disse.
O estudo também contradiz a teoria de que o Microraptor seria um animal de hábitos noturnos visto que plumagem brilhante não é uma característica de aves modernas com hábitos noturnos.
Desde que foi descoberto, o dinossauro de quatro asas tem sido o centro de discussão sobre a evolução das asas para o voo. Embora anatomicamente o Microraptor seja muito semelhante às aves, ele é considerado um dinossauro não aviário e está no grupo dos Dromeossaurídeos, do qual também faz parte o Velociraptor.
terça-feira, 6 de março de 2012

Pesquisador da UNESP descobre tocas de tatus pré-históricas.


O paleontólogo Francisco Buchmann, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), encontrou cerca de 60 túneis escavados por tatus gigantes que foram extintos há cerca de 10 mil anos. As tocas poderão ajudar a revelar o comportamento desses animais e como era o ambiente no continente sul-americano neste período.

O professor e sua equipe foram os primeiros a encontrar no Brasil túneis desobstruídos e com marcas das garras e da carapaça do animal que os escavou. Segundo ele, as tocas contribuirão para “estudar quais eram os hábitos dos tatus gigantes". Em nota, a universidade explicou que a grande maioria dos túneis foi encontrada na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
Ele explicou que a toca de um tatu normal tem entre 10 cm e 50 cm de diâmetro, enquanto as tocas encontradas tem cerca de 1,5 m e 2 m de diâmetro."Às vezes é muito fácil de entrar", disse o pesquisador.
Buchmann e seus colegas acreditam que uma espécie de tatu gigante extinto há milhares de anos escavou todas essas tocas no sul do continente. Formada por representantes acadêmicos, a Comissão Brasileira de Sítios Geológicos recebeu uma proposta do professor sugerindo a preservação dos túneis como patrimônio da história natural do País.
Ainda participaram da descoberta o geólogo Heinrich Frank, os doutorandos Felipe Caron e Leonardo Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a paleontóloga Ana Maria Ribeiro e o doutorando Renato Pereira Lopes, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
domingo, 4 de março de 2012

Tiranossauro rex possuía a mordida mais potente entre todos os animais.

Entre todos os animais que caminharam alguma vez sobre a Terra, o Tiranossauro rex é o que possuía a mordida mais potente, segundo um estudo publicado na última terça-feira (28) pela revista "Biology Letters", da Royal Society de Londres.

A força da mandíbula do dinossauro dividiu durante anos a comunidade científica, até o ponto de alguns especialistas defenderem que a mordida do Tiranoussauro rex era tão fraca que o animal devia limitar-se a comer os restos de presas mortas.

Uma simulação por computador determinou, no entanto, que o T. rex, que viveu há 65 milhões de anos, podia exercer uma força com sua mandíbula de entre 20 mil e 57 mil newtons, até quatro vezes maior que o animal vivo com a mordida mais potente, a águia americana.

O estudo, desenvolvido por uma equipe da Universidade de Liverpool, sugere que esse dinossauro, que podia alcançar 12 metros de comprimento e quatro de altura, era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos de suas presas com os dentes.

Os músculos da mandíbula dos dinossauros não se conservam entre os restos fósseis com os quais trabalham os cientistas, por isso os responsáveis da pesquisa avaliaram diferentes modelos possíveis de tecido muscular para calcular a força exercida pela mandíbula de um Tiranossauro.


Mesmo nos modelos nos quais os músculos eram mais fracos, a simulação por computador determinou que a potência da mandíbula do dinossauro era duas vezes maior do que se imaginava até agora.

"O poder da mandíbula do Tiranossauro rex foi um tema muito debatido durante anos. Os cientistas contam apenas com seu esqueleto, já que os músculos não se fossilizam, portanto em muitas ocasiões temos que confiar em análises estatísticas ou em comparações qualitativas com animais vivos", explicou o responsável pelo estudo, Karl Bates.

Para contextualizar seus resultados, a equipe de Bates calculou a força exercida por uma mandíbula humana e de uma águia se tivessem o tamanho da de um tiranossauro.

Em ambos casos, a potência era maior em relação a uma mandíbula de tamanho natural, apesar do "enigmático dinossauro gigante" continuar possuindo a mordida mais poderosa.

"Nossos resultados mostram que o rex tinha uma mordida extremamente potente. É um dos predadores mais perigosos que habitaram nosso planeta, e seu esqueleto e seu sistema muscular continuarão fascinando os cientistas durante anos", concluiu Bates.

Pulga Gigante pré-histórica infestava dinossauros.

D. Huang
Pesquisadores americanos descobriram fósseis de pulgas que habitaram o mundo há mais de 150 milhões de anos. Elas se alimentariam de dinossauros e eram duas vezes maiores que as de hoje em dia.
Até hoje, pouco se sabia sobre os antepassados das pulgas. Mas agora, em um estudo publicado na revista Nature, o paleo-entomologista Michael Engel descreve como elas eram na pré-história. Ele estudou 9 fósseis encontrados em duas regiões da China: Daohugou, um sítio paleontológico de 165 milhões de anos e Huangbanjigou, de 125 milhões de anos.
Os insetos daquele tempo eram muito diferentes dos atuais. Enquanto as pulgas dos dias de hoje medem entre 1 e 10 milímetros, as do passado mediam entre 8 e 21 milímetros. Elas também não tinham a capacidade de salto das atuais, por isso tinham de ser especialistas em emboscadas. Segundo os pesquisadores, elas tinham de se esconder, subir no corpo das vítimas por breves períodos de tempo e se alimentar, antes de se soltar e voltar para o ambiente. Pelo formato robusto de suas bocas, os cientistas intuíram que elas se alimentavam de dinossauros – os dentes afiados serviriam para perfurar a grossa pele dos répteis.