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domingo, 13 de maio de 2012

Dinossauros sofriam com fortes picadas de 'pulgas gigantes', diz estudo

Insetos gigantes, que viveram 165 milhões de anos atrás, tinham uma picada dolorosa e se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, segundo cientistas.
Os animais tinham uma morfologia similar à das pulgas dos dias de hoje, mas eram cerca de dez vezes maiores.
"Estes eram insetos muitos maiores do que as pulgas modernas e pelo tamanho de sua probóscide, o apêndice tubular alongado com o qual extraem o sangue, podemos dizer que sua picada seria bastante dolorosa", disse George Poinar Jr., professor de zoologia da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, e especialista em animais extintos, que escreveu sobre o assunto na revista científica Current Biology.
"Teria provocado uma sensação similar à causada por uma agulha hipodérmica. Por sorte, as pulgas atuais são bem menores."

A'pulga' que se alimentava do sangue de dinossauros seria dez vezes maior que as atuais (Ilustração de Wang Wang / Universidade do Estado de Oregon)

Sangue

Poinar diz que é possível que os insetos jurássicos cujos fósseis foram encontrados na Mongólia, por cientistas chineses, sejam ancestrais evolucionários das pulgas modernas, mas provavelmente pertencem a uma linhagem separada e, agora, extinta.
Os fósseis das espécies Pseudopulex jurassicus e Pseudopulex magnus tinham corpos achatados, parecidos com os de percevejos ou carrapatos, e garras longas capazes se segurar às escamas dos dinossauros enquanto os insetos sugavam o sangue.
Pulgas modernas têm corpos mais compactos e antenas mais curtas e são capazes de se mover rapidamente por penas ou pelo.

'Janela para o passado'

"Estes são fósseis muito bem preservados que nos abrem uma janela para a vida em um passado muito distante, nos períodos Cretáceo e Jurássico", diz Poinar, que também estudou pulgas "mais jovens", de 40-50 milhões de anos, preservadas em âmbar.
Todas as pulgas verdadeiras são adaptadas para se alimentar de vertebrados de sangue quente, segundo Poinar, e hoje 94% das mais de duas mil espécies conhecidas atacam mamíferos, enquanto o restante se alimenta do sangue de pássaros.
Mas as características e habilidades incomuns identificadas nessas "pulgas pré-históricas" levaram os cientistas a acreditar que elas se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, cuja pele mais fina, entre as escamas, elas conseguiriam perfurar com facilidade.
O estudo recorda que as pulgas causaram doenças devastadoras na história da humanidade. Elas foram responsáveis pela transmissão da peste bubônica, por exemplo, que causou dezenas de milhões de mortes na Europa do século 14.
domingo, 22 de abril de 2012

Reprodução por ovos fez dinossauros perderem para mamíferos

O fato de dinossauros terrestres colocarem ovos foi o que selou o seu destino, levando-os à extinção em massa milhões de anos atrás, enquanto mamíferos vivíparos floresceram, afirmaram cientistas em um estudo publicado nesta quarta-feira.
Em uma nova explicação para a vitória evolutiva dos mamíferos sobre os dinossauros, cientistas afirmaram que um modelo matemático demonstrou que o tamanho dos filhotes foi determinante. Em vista das limitações do tamanho do ovo, os dinossauros tinham filhotes comparativamente pequenos. Alguns eclodiam pesando entre 2 e 10 kg e tinham que crescer até 30 ou 50 t.
Durante o crescimento, os jovens tinham que competir por comida com adultos de outros grupos animais e de tamanhos diferentes, relatou à AFP o cientista Marcus Clauss, da Universidade de Zurique. Isso significou que todas as categorias animais de porte pequeno ou médio sustentadas pelo ambiente estavam "ocupadas", tirando o espaço necessário para as espécies menores de dinossauros se desenvolverem, segundo descobertas publicadas no Biology Letters, periódico da Royal Society, academia de ciências britânica.
"Há muito espaço no ecossistema para espécies pequenas, mas (neste cenário) o espaço é ocupado pelos jovens das espécies grandes", explicou Clauss. "Este não foi um problema por 150 milhões de anos, mas assim que algo acontece, levando todas as grandes espécies, deixando apenas as pequenas, se não houver espécies pequenas para ocupar este espaço, então todo o grupo desaparece", acrescentou.
O evento catastrófico que varreu todas as formas grandes de vida da Terra 65 milhões de anos atrás representou o fim dos dinossauros terrestres. Os cientistas têm opiniões divergentes acerca de se os répteis escamosos morreram antes ou depois de um asteroide cair na Terra em um evento que ficou conhecido como impacto Cretáceo-Terciário, que deixou em suspensão bilhões de t de cinzas de vegetação carbonizada e poeira filtrar a luz do sol, causando um "inverno" que resfriou o planeta e enfraqueceu a vegetação.
Os mamíferos não tiveram as mesmas limitações de tamanho, explicou Clauss, porque seus filhotes não nasceram tão pequenos comparativamente e não precisavam competir por comida com outras espécies, uma vez que eram amamentados por suas mães. Isto significa que havia espécies menores de mamíferos capazes de lidar com um ambiente pós-catástrofe e evoluir para novas espécies juntamente com as aves, que também são dinossauros.
"A pergunta que assombra algumas pessoas, inclusive a mim, é por que os mamíferos sobreviveram e os dinossauros não? Acho que temos uma resposta muito boa para isto", acrescentou Clauss. Os cientistas afirmam que o tamanho dos ovos é restrito por limites como a espessura da casca, que precisa permitir que o oxigênio chegue até o embrião.
O titanossauro, um monstro de 4 t conhecido por ser o maior vertebrado que já viveu sobre a Terra, era 2,5 mil vezes mais pesado do que seus filhotes recém-nascidos. A mãe de um elefante moderno pesa 22 vezes mais do que seu filhote. Os cientistas afirmam que todos os animais com massa corporal superior a 10 e 25 km morreram na extinção em massa.

Descoberto maior dinossauro com penas

 Maior dinossauro com penas viveu na Terra há 125 milhões de anos
Paleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que o Tiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.

Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse ao iG Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.

Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse ao iG Sullivan.

A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.

O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.

Cientistas da Chechênia encontram cerca de 40 ovos de dinossauros.

Cientistas da república islâmica da Chechênia, que faz parte da Federação Russa, descobriram um "esconderijo" de ovos fossilizados de dinossauros em uma área montanhosa no sul da república. Segundo o site da Radio Free Europe, uma equipe de geógrafos fez a descoberta em uma expedição para estudar duas desconhecidas cachoeiras na última segunda-feira, 9 de abril.
"Existem pedregulhos no declive da montanha, e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios", afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. "Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro", contou.
Especialistas acreditam que os cerca de 40 ovos são datados de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta. Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.
Os cientistas chechenos afirmam ter 90% de certeza de que encontraram ovos pré-históricos, que foram gerados por dinossauros herbívoros.
sábado, 24 de março de 2012

Descoberta espécie de crocodilo que viveu há 130 milhões de anos.

Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de uma nova espécie de crocodilo que teria vivido há 130 milhões de anos, após se separar dos dinossauros. A descoberta se baseia em um crânio fossilizado que um pesquisador encontrou por acaso em 2007, nos arredores dos pântanos de Swanage, uma vila litorânea do condado de Dorset, no sul da Inglaterra, confirmou nesta quarta-feira o principal responsável da pesquisa, Mike Benton.
Durante cinco anos, cientistas da Universidade de Bristol examinaram minuciosamente o crânio, de 1 metro de comprimento e em bom estado de conservação, e o compararam com amostras de outros espécimes. Os pesquisadores finalmente declararam que se trata de uma nova espécie de crocodilo, um antepassado dos répteis de água salgada que viveu no Cretáceo Inferior, e o batizaram de "Goniopholis kiplingi", em homenagem a Rudyard Kipling, autor de O Livro da Selva.
"Este novo crocodilo se parecia muito com os atuais quanto à forma e dentadura. Era um animal muito grande, embora não gigante", comentou Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol.
O réptil, que segundo o pesquisador media entre 4 e 5 m do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.
Embora outros restos do "Goniopholis" já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior. "(O crânio) se trata de uma amostra bastante notável. Encontra-se em bom estado e não está esmagado, algo bastante incomum porque, na maioria dos casos, os fósseis são danificados pelas rochas", detalhou Benton. Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D.
Segundo o paleontólogo, a descoberta ajudará os pesquisadores a calcular o número de espécies. "Parece que este crocodilo só viveu na Inglaterra. Por isso, agora sabemos que deve ter havido duas ou três espécies deste tipo naquele tempo".
O fóssil ficou exposto após um deslizamento de pedras em uma praia de Dorset, que faz parte da região conhecida como Costa Jurássica, uma área declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que se estende ao longo do Canal da Mancha. A partir de agora, o fóssil e sua reconstrução em 3D estarão expostos no Museu de Dorchester, sudoeste da Inglaterra.

Cientistas descobrem novas espécies de dinossauros.


Descoberta é importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte
São Paulo - Dois parentes do dinossauro da espécie Triceratops foram descobertos em Alberta, no Canadá. Os cientistas acreditam que com isso, será possível entender melhor como os dinossauros se expandiram pela América do Norte.
As duas novas espécies foram nomeadas de Unescopceratops koppelhusae e Gryphoceratops morrisoni. Os cientistas sugerem que as duas espécies foram contemporâneas durante o Cretáceo, entre 75 a 83 milhões anos atrás. O Unescopceratops viveu a cerca de 75 milhões de anos atrás, enquanto Gryphoceratops é de 83 milhões de anos.
Fragmentos do maxilar inferior esquerdo do Unescoceratops foram descobertos em 1995, na Dinosaur Provincial Park, da UNESCO, considerada como Património Mundial da Universidade de Alberta. Já os fósseis da mandíbula inferior direita da Gryphoceratops foram encontrados no sul de Alberta em 1950, por Levi Sternberg enquanto ele trabalhava para o Royal Ontario Museum.
O Unescopceratops tinha cerca de dois metros e pesava menos de 91 kg. Já o Gryphoceratops não passava de meio metro de comprimento, mesmo quando adulto. Isso significa que ele é o menor dinossauro de tamanho adulto com chifres na América do Norte e um dos menores dinossauros herbívoros conhecidos.
Segundo a pesquisa, essa descoberta é extremamente importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte. Isso porque, embora os dinossauros com chifres sejam originadas da Ásia, a análise sugere que eles também viveram na América do Norte, já que as novas espécies, como Gryphoceratops, fazem parte do registro mais antigo do grupo neste continente.

Mamíferos primitivos sobreviveram á era dos dinossauros graças á dentição complexa,diz estudo.

No tempo dos dinossauros, acredita-se que os mamíferos não passavam de pequenas criaturas que viviam escondidas com medo dos predadores. Mas pelo menos um grupo de mamíferos, os chamados multituberculados, conseguiram evoluir durante os últimos 20 milhões de anos do reinado dos dinossauros e sobreviver à sua extinção, há 66 milhões de anos.
Pesquisa realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sugere agora porque esses multituberculados, que se assemelham muito a roedores, se deram tão bem. Em parte, o sucesso das espécies se deve ao desenvolvimento de pequenas saliências formadas na extremidade de seus dentes posteriores – chamados tubérculos – , o que lhes permitiu se alimentar principalmente das plantas dotadas de flores e frutos – as angiospermas – , que estavam começando a se tornar comuns na natureza.

Há cerca de 170 milhões de anos, os multituberculados eram do tamanho de ratos. Quando as angiospermas começaram a aparecer, há 140 milhões de anos, o tamanho do corpo desses mamíferos começou a aumentar, chegando a alcançar a dimensão de um castor. Depois da extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram evoluindo até que outros mamíferos – em sua maioria primatas e roedores – foram surgindo e ganhando vantagens competitivas. Isto levou a sua extinção há mais ou menos 34 milhões de anos.
Saiba mais
MULTITUBERCULADOS
Mamíferos da ordem Multituberculata são um grupo extinto de animais primitivos. Surgiram há cerca de 90 milhões de anos e foram extintos há 34 milhões de anos. Apesar de serem semelhantes a roedores, acredita-se que não tenham dado origem a nenhum outro tipo de mamífero existente hoje. Entre as suas características diferentes, estão os dentes, que apresentam um grande número de cúspides. Agora, uma nova pesquisa descobriu que este foi o motivo para os multituberculados terem convivido tanto tempo ao lado dos dinossauros.

Para a atual pesquisa, os cientistas examinaram dentes de 41 espécies de multituberculados. O trabalho procurou determinar a estrutura da superfície desses dentes. Quanto mais fragmentada é essa superfície, mais complexa e mais cheia de tubérculos é a estrutura do dente. “Se você olhar para a complexidade dos dentes, vai ter informações da dieta”, explica o biólogo Gregory P. Wilson, chefe da pesquisa, publicada na edição atual do periódico Nature.

Carnívoros, por exemplo, têm dentes relativamente simples, com aproximadamente 110 cúspides por fileira de dentes, já que seu alimento é facilmente digerível. Já os animais que dependem da vegetação como alimentação possuem dentes com mais fragmentos, de modo a facilitar a digestão. Nos multituberculados, os dentes mais complexos encontrados foram os posteriores, com uma média de 348 cúspides por fileira de dentes, ideal para triturar material vegetal.
sexta-feira, 9 de março de 2012

Velociraptors eram caçadores noturnos.

Alguns dinossauros tinham olhos adaptados para a caça noturna, enquanto outros estavam mais aptos para atividades durante o dia, mostra um estudo que contesta a ideia de que os sáurios eram animais exclusivamente diurnos. A partir da análise dos registros fósseis de um osso que existe em pássaros e lagartos, chamado anel esclerótico, pesquisadores conseguiram comprovar que alguns dinossauros tinham a pupila mais aberta, própria para visão noturna. Esse anel circunda a íris, determinando a largura da pupila. O estudo desmente o conceito de que os dinossauros do Mesozóico, de 250 milhões a 65 milhões de anos atrás, tinham atividade exclusivamente diurna, deixando a noite para os pequenos mamíferos.
Durante seis anos e meio, pesquisadores da universidade da Califórnia mediram o osso ocular de 33 fósseis de dinossauros, pássaros ancestrais e pterossauros. O diâmetro de cada osso estudado variou de um a 10 centímetros, e revelou novos padrões do ecossistema.
De acordo com o estudo, pequenos carnívoros, como os velociraptors, eram caçadores noturnos. Grandes dinossauros herbívoros tinham atividades tanto durante o dia quanto durante a noite, provavelmente pelo fato de terem de comer grandes quantidades, o que levava muito tempo, com direito a “siestas” nas horas mais quentes do dia para evitar o superaquecimento do corpo. O mesmo acontece com grandes herbívoros contemporâneos, como os elefantes.
Pterossauros e aves pré-históricas eram mais ativas durante o dia. Os pesquisadores não puderam estudar grandes carnívoros, como o temido Tyrannosaurus rex, por não haver registro fóssil suficiente do anel escleral.
A variação nos padrões de atividade diária facilita a divisão do uso do habitat e de seus recursos entre as espécies. “Conseguimos reconstruir o ecossistema, agora que sabemos em que período cada dinossauro era mais ativo, e também começamos a entender melhor a interação deles”, disse ao iG Lars Schimitz, professor do departamento de Evolução e Ecologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo publicado na edição dsta semana do periódico científico Science.

Dinossauro tinha pena iridescente há 130 milhões de anos.

Pesquisadores americanos e chineses descobriram que as penas do Microraptor, dinossauro de quatro asas que viveu há 130 milhões de anos, eram iridescentes. Este é o primeiro registo de penas que criam um efeito de arco-íris na luz solar. A nova reconstituição do dinossauro vai ajudar cientistas a entender a controversa transição que fez com que os dinossauros começassem a voar.
“O estudo nos dá um vislumbre inédito de como estes animais eram quando estavam vivos”, disse em comunicado Mark Norell, do Museu Americano de História Natural e um dos autores do estudo publicado hoje (8) no periódico científico Science. Embora tivesse penas e asas, a análise do esqueleto e projeções da musculatura do Microraptor determinaram que ele não era capaz de voar.
A partir da comparação de padrões de pigmento da pena do fóssil do Microraptor com o encontrado em aves modernas, os cientistas determinaram que as penas tinham o brilho parecido com as penas de um corvo. Pesquisadores acreditam que elas tinham o propósito ornamental ou de sinalização para atrair parceiros.


O estudo conseguiu trazer aspectos comportamentais sobre o dinossauro. “A maioria das características de penas dos dinossauros continua sendo interpretada fundamentalmente como aspectos de aerodinâmica e locomoção”, disse Julia Clarke, uma das autoras do estudo e paleontóloga da Universidade do Texas. “Algumas destas estruturas são claramente características ancestrais que surgiram de outras funções e ficaram, enquanto outras devem ter sido ligadas a comportamentos de exibição, ou de sinalização para atrair parceiros. As penas foram desenhadas desde o começo para a locomoção, mas como nenhum pássaro nos contará, a cor das penas e o desenho também devem ter relação com um complexo repertório comportamental”, disse.
O estudo também contradiz a teoria de que o Microraptor seria um animal de hábitos noturnos visto que plumagem brilhante não é uma característica de aves modernas com hábitos noturnos.
Desde que foi descoberto, o dinossauro de quatro asas tem sido o centro de discussão sobre a evolução das asas para o voo. Embora anatomicamente o Microraptor seja muito semelhante às aves, ele é considerado um dinossauro não aviário e está no grupo dos Dromeossaurídeos, do qual também faz parte o Velociraptor.
terça-feira, 6 de março de 2012

Pesquisador da UNESP descobre tocas de tatus pré-históricas.


O paleontólogo Francisco Buchmann, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), encontrou cerca de 60 túneis escavados por tatus gigantes que foram extintos há cerca de 10 mil anos. As tocas poderão ajudar a revelar o comportamento desses animais e como era o ambiente no continente sul-americano neste período.

O professor e sua equipe foram os primeiros a encontrar no Brasil túneis desobstruídos e com marcas das garras e da carapaça do animal que os escavou. Segundo ele, as tocas contribuirão para “estudar quais eram os hábitos dos tatus gigantes". Em nota, a universidade explicou que a grande maioria dos túneis foi encontrada na cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.
Ele explicou que a toca de um tatu normal tem entre 10 cm e 50 cm de diâmetro, enquanto as tocas encontradas tem cerca de 1,5 m e 2 m de diâmetro."Às vezes é muito fácil de entrar", disse o pesquisador.
Buchmann e seus colegas acreditam que uma espécie de tatu gigante extinto há milhares de anos escavou todas essas tocas no sul do continente. Formada por representantes acadêmicos, a Comissão Brasileira de Sítios Geológicos recebeu uma proposta do professor sugerindo a preservação dos túneis como patrimônio da história natural do País.
Ainda participaram da descoberta o geólogo Heinrich Frank, os doutorandos Felipe Caron e Leonardo Lima, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a paleontóloga Ana Maria Ribeiro e o doutorando Renato Pereira Lopes, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.
domingo, 4 de março de 2012

Tiranossauro rex possuía a mordida mais potente entre todos os animais.

Entre todos os animais que caminharam alguma vez sobre a Terra, o Tiranossauro rex é o que possuía a mordida mais potente, segundo um estudo publicado na última terça-feira (28) pela revista "Biology Letters", da Royal Society de Londres.

A força da mandíbula do dinossauro dividiu durante anos a comunidade científica, até o ponto de alguns especialistas defenderem que a mordida do Tiranoussauro rex era tão fraca que o animal devia limitar-se a comer os restos de presas mortas.

Uma simulação por computador determinou, no entanto, que o T. rex, que viveu há 65 milhões de anos, podia exercer uma força com sua mandíbula de entre 20 mil e 57 mil newtons, até quatro vezes maior que o animal vivo com a mordida mais potente, a águia americana.

O estudo, desenvolvido por uma equipe da Universidade de Liverpool, sugere que esse dinossauro, que podia alcançar 12 metros de comprimento e quatro de altura, era capaz de caçar grandes animais para alimentar-se e partir os ossos de suas presas com os dentes.

Os músculos da mandíbula dos dinossauros não se conservam entre os restos fósseis com os quais trabalham os cientistas, por isso os responsáveis da pesquisa avaliaram diferentes modelos possíveis de tecido muscular para calcular a força exercida pela mandíbula de um Tiranossauro.


Mesmo nos modelos nos quais os músculos eram mais fracos, a simulação por computador determinou que a potência da mandíbula do dinossauro era duas vezes maior do que se imaginava até agora.

"O poder da mandíbula do Tiranossauro rex foi um tema muito debatido durante anos. Os cientistas contam apenas com seu esqueleto, já que os músculos não se fossilizam, portanto em muitas ocasiões temos que confiar em análises estatísticas ou em comparações qualitativas com animais vivos", explicou o responsável pelo estudo, Karl Bates.

Para contextualizar seus resultados, a equipe de Bates calculou a força exercida por uma mandíbula humana e de uma águia se tivessem o tamanho da de um tiranossauro.

Em ambos casos, a potência era maior em relação a uma mandíbula de tamanho natural, apesar do "enigmático dinossauro gigante" continuar possuindo a mordida mais poderosa.

"Nossos resultados mostram que o rex tinha uma mordida extremamente potente. É um dos predadores mais perigosos que habitaram nosso planeta, e seu esqueleto e seu sistema muscular continuarão fascinando os cientistas durante anos", concluiu Bates.

Pulga Gigante pré-histórica infestava dinossauros.

D. Huang
Pesquisadores americanos descobriram fósseis de pulgas que habitaram o mundo há mais de 150 milhões de anos. Elas se alimentariam de dinossauros e eram duas vezes maiores que as de hoje em dia.
Até hoje, pouco se sabia sobre os antepassados das pulgas. Mas agora, em um estudo publicado na revista Nature, o paleo-entomologista Michael Engel descreve como elas eram na pré-história. Ele estudou 9 fósseis encontrados em duas regiões da China: Daohugou, um sítio paleontológico de 165 milhões de anos e Huangbanjigou, de 125 milhões de anos.
Os insetos daquele tempo eram muito diferentes dos atuais. Enquanto as pulgas dos dias de hoje medem entre 1 e 10 milímetros, as do passado mediam entre 8 e 21 milímetros. Elas também não tinham a capacidade de salto das atuais, por isso tinham de ser especialistas em emboscadas. Segundo os pesquisadores, elas tinham de se esconder, subir no corpo das vítimas por breves períodos de tempo e se alimentar, antes de se soltar e voltar para o ambiente. Pelo formato robusto de suas bocas, os cientistas intuíram que elas se alimentavam de dinossauros – os dentes afiados serviriam para perfurar a grossa pele dos répteis.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Encontrada tartaruga do tempo dos dinossauros ainda desconhecida

Uma equipa de paleontólogos descobriu em Isona i Conca Dellà (Pallars Jussà, Pre-pirineo de Lleida, Catalunha), os restos fossilizados de uma espécie de tartaruga até agora desconhecida que viveu no tempo dos dinossauros e com eles se extinguiu no final do Cretáceo.
Os investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, do Museu da Conca Dellà e da Universidade Autónoma de Barcelona, responsáveis pelo estudo, baptizaram a espécie como Polysternon isonae. O estudo está publicado na revista «Cretaceous Research».
Pre-pirineo de Lleida é uma zona muito rica em fósseis de dinossauros (com 65 e 70 milhões de anos). Por lá já apareceram restos de ossos, ovos e pegadas. O território, hoje montanhoso, era naquela época uma planície costeira aberta ao oceano Atlântico, com um clima tropical quente e uma vegetação abundante onde até se podiam encontrar palmeiras. Crocodilos, peixes e tartarugas estavam entre as numerosas espécies que habitavam este ecossitema.

Embora seja vulgar encontrar restos fósseis de tartarugas, estes consistem apenas em partes isoladas da carapaça. Descrever esta uma nova espécie foi possível pois os investigadores descobriram, durante as campanhas de 2008 e 2009, restos de carapaças bastante completas que preservavam partes do esqueleto inteiror, mostrando rasgos morfológicos.
Até agora conheciam-se duas espécies de tartarugas do género Polysternon, a provinciale e a atlanticum. Estas habitavam na zona que actualmente corresponde ao sul de França e à Península Ibérica. Eram animais adaptados à água doce e viviam nas zonas mais profundas dos rios e dos lagos.
As da espécie agora descrita, a isonae, tinham uma carapaça oval e mediam 50 centímetros de comprimento e 40 de largura. Os seus restos conservaram-se durante milhões de anos num estrato de arenito muito duro. Ao contrário desta tartaruga que se extinguiu com os dinossauros e as outras do mesmo génerto não.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Estudo revela:Crocodilo gigante perambulava junto com os dinossauros.

Um novo estudo relata que um crocodilo gigante, que possuía na fronte uma placa saliente de pele espessa, viveu entre os dinossauros.
Os pesquisadores vêm chamando o réptil de Shieldcroc (do inglês: crocodilo-escudo). Ele viveu há aproximadamente 95 milhões de anos, durante o período cretáceo.
Um espécime parcial sugere que o crânio media 1,5 metros, afirmou Casey M. Holliday, paleontólogo da Universidade do Missouri que liderou o estudo.
"O corpo de um animal com uma cabeça grande assim deveria medir entre 7,6 e 10,6 metros", afirmou.
Os crocodilos atuais são muito menores, quase nunca ultrapassando os 6 metros.

Ilustração mostra como teria sido a aparência do crocodilo-escudo, há 95 milhões de anos
Sinais dos vasos sanguíneos no crânio fossilizado sugerem a presença de uma grande placa protetora na fronte do crocodilo.
"Era um ponto espesso do crânio, usado como sinalização para o sexo oposto ou contra os adversários", afirmou Holliday.
As descobertas realizadas por Holliday e Nick Gardner, estudante de graduação da Universidade Marshall, em Huntington, na Virgínia do Oeste, estão publicadas no periódico PLoS One.
O fóssil foi descoberto pela primeira vez no Marrocos, e em seguida vendido para o Museu Real de Ontário, em Toronto, onde o crânio será exibido este ano.
O Shieldcroc é o ancestral africano mais remoto do crocodilo moderno, afirmou Holliday.
Durante o período cretáceo havia muito mais espécies de crocodilos que nos dias de hoje, afirmou Holliday, complementando que a descoberta de espécies antigas pode ajudar a explicar a razão pela qual alguns deles foram extintos, enquanto outros sobreviveram.
"Estamos descobrindo que os crocodilos não moravam apenas na água, mas também habitavam em terra e que não apenas caçavam animais, mas também se alimentavam de plantas", afirmou Holliday. "Os crocodilos operavam todo um conjunto de nichos que eles não conhecem atualmente", afirmou.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Como os dinossauros ficaram tão gigantes


Uma nova pesquisa testou as possibilidades dos animais cresceram até tamanhos inimagináveis – por exemplo, como é que alguns dinossauros chegaram a até 30 metros de altura?
A resposta é: seus pulmões e respiração eficientes, juntamente com o fato de que punham ovos, podem ter dado aos dinos uma vantagem de crescimento quando comparado a outros animais.
No estudo, a teoria popular de que os animais tendem a ficar maiores ao longo de sua evolução foi provada errônea, porque, enquanto alguns dinossauros cresciam cada vez mais ao longo de gerações posteriores, nem todos cresceram.
“Nós estudamos a história de arcossauros, incluindo alguns dos primeiros dinossauros da Terra”, disse Roger Benson, coautor do estudo. “Nós pudemos observar que algumas linhagens chegavam a tamanhos gigantescos, mas outras permaneciam pequenas e algumas até mostraram reduções evolutivas de tamanho”, explicou.
Como exemplo, Benson cita os pterossauros, répteis voadores que se mantiveram do mesmo tamanho durante a época estudada. Além disso, havia muitos pequenos herbívoros, como o heterodontossauro.
Os pesquisadores analisaram mais de 400 espécies do período Neopermiano a Jurássico Médio. O padrão de crescimento dos animais durante 100 milhões de anos suporta uma teoria chamada “difusão passiva”.
Isso significa que várias linhagens evolutivas ocorreram, indo para diferentes direções – para tamanhos maiores ou menores.
Os resultados contrariam uma teoria conhecida como “regra de Cope”, que afirma que alguns grupos, como os dinossauros, tendem a evoluir sempre para corpos maiores ao longo do tempo.
Não há dúvida, porém, que muitos dinossauros eram megaenormes, pelo menos quando comparados com os animais terrestres de hoje. A explicação para isso pode ser vários aspectos da biologia dos dinossauros que lhes permitiram obter tamanhos maiores.
“Por exemplo, em muitos dinossauros, partes do esqueleto continham ar. Nós acreditamos que eles tinham um pulmão parecido com os de pássaros e muito eficiente. Esses recursos ajudaram a suportar o seu peso em terra mais facilmente, e tornaram sua respiração e troca de calor mais eficaz do que em mamíferos”, explica Benson.
O pesquisador acrescenta que, como os animais maiores podem pôr mais ovos e se reproduzir mais rapidamente, pode ter havido uma vantagem reprodutiva em ser grande.
Outro cientista, Brian McNab, acha que os maiores dinossauros comiam muito e se movimentavam muito pouco. “Os grandes dinossauros herbívoros, sem dúvida, passavam grande parte do dia se alimentando”, disse. “Suas cabeças, relacionadas com o tamanho dos corpos, eram muito pequenas, o que significa que os dinossauros passavam pouco tempo mastigando a comida, e a maioria do processamento ocorria no intestino, portanto, o processo de comer era, provavelmente, pouco cansativo para eles”.
Isso é muito diferente do comportamento da maioria dos mamíferos herbívoros, que têm grandes cabeças e muitos dentes, e gastam muito tempo mastigando.
Benson acha que é pouco provável que todos os animais de terra hoje, incluindo os seres humanos, evoluam e se tornem tão grandes quanto os maiores dinossauros foram.
“Os mamíferos, incluindo seres humanos, são de sangue quente e geram muito calor internamente”, explicou. “Isso se torna um problema em corpos grandes, já que existe o perigo de sobreaquecimento. É possível que muitos arcossauros extintos, incluindo os dinossauros, foram os intermediários entre fisiologias de sangue frio e quente”, conta.
sábado, 28 de janeiro de 2012

aviso

O documentario Quando os dinossauros reinavam na terra não vai funcionar por algumas semanas,pois foi fechado mais sites,estou tentando buscar novos links,caso voces tiverem que funcionem,mandem por comentario ou email  parquejurassico@hotmail.com

Dinossauros possuíam instintos maternais há 190 milhões de anos.

Um grupo de pesquisadores descobriu que os dinossauros que existiram há 190 milhões de anos tinham instintos maternais complexos similares aos das aves ou répteis modernos graças a um conjunto de ninhos fossilizados localizados na África do Sul.
O estudo, divulgado nesta semana na revista médica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostra que, até nos primeiros momentos da existência dos dinossauros, exemplares da espécie Massospondylus punham seus ovos de forma comunitária em um mesmo local geração após geração.
"Agora podemos argumentar que temos a evidência de que não só esta jazida é o centro de ninhos de dinossauros mais antigo do mundo, mas também o centro de ninhos mais antigo de qualquer vertebrado terrestre", afirmou o professor Robert Reisz, da Universidade de Toronto, durante a apresentação do estudo no Museu Real de Ontário em Toronto.
Reisz explicou que, quando os ovos se rompiam, os Massospondylus permaneciam no ninho até dobrarem de tamanho. De acordo com o cientista, o comportamento desses dinossauros primitivos, que viveram há 190 milhões de anos no que hoje é o Parque Nacional Golden Gate Highlands da África do Sul, seria muito similar ao nascer de algumas espécies modernas de aves ou répteis.
"Pudemos ver que todos os ovos estão postos em uma só camada, assim como fazem as aves. Mas esses dinossauros não se sentavam em cima dos ovos, como fazem as aves", destacou Reisz. "Pela primeira vez, esses dois elementos estão separados: botar ovos em uma só camada e sentar-se em cima deles não estão relacionados, evoluíram de forma separada".
Segundo ele, até agora só se tinha conhecimento de um comportamento reprodutivo parecido entre dinossauros nos períodos finais de sua existência sobre a Terra, há cerca de 65 milhões ou 70 milhões de anos, por isso a descoberta recua esses instintos em mais de 120 milhões de anos.
O cientista e sua equipe também encontrou marcas de pés e mãos deixadas no barro por alguns Massopondylus no momento em que rompiam a casca do ovo e começavam a se aventurar no mundo.
"Isso significa que esses animais caminhavam inicialmente com suas quatro patas. Mas os adultos eram bípedes. Só conhecemos outra espécie animal que começa sua existência como quadrúpede e termina como bípede, e são os humanos", ressaltou.
A jazida sul-africana pode se transformar em um incrível "diário" do processo reprodutivo dos dinossauros graças à coleção de ovos e embriões que contém.
"Temos uma grande quantidade de material embrionário para estudar. Esperamos conseguir o que chamamos de "embriologia de dinossauros", algo que ainda não foi feito: ver como os animais crescem no interior do ovo. Isto é extremamente apaixonante", disse Reisz.
Reisz acrescentou que, "graças aos embriões jovens, outros mais avançados e inclusive alguns que estavam a ponto de sair da casca do ovo, esperamos ver o crescimento do embrião dentro do ovo. Também recuperamos um recentemente que acaba de sair do ovo".
"Portanto, agora podemos estudar os esqueletos e ver como eles mudavam durante sua vida embrionária e imediatamente depois", complementou Reisz.

Qual o tamanho do estrago de uma mordida de dinossauro?

Qual o tamanho do estrago que uma mordida de dinossauro seria capaz de fazer? Pesquisadores estão tentando descobrir, através de estudos com crocodilos e jacarés. A intenção é dimensificar qual a força das mandíbulas de um kronossauro, uma espécie de dinossauro marinho.

Espécies semelhantes de crocodilos e jacarés habitaram a Terra há milhões de anos e, por isso, esses répteis verdes têm anatomia semelhante a de alguns tipos de dinossauros marinhos, como o Kronossauro.

Uma garrafa de plástico com um sensor de mordida está sendo diariamente servida aos jacarés, a fim de medir o tamanho da força da mandíbula. Ao multiplicar a força de um jacaré pelo tamanho de um animal semelhante, será mais fácil determinar quais eram as preferências para o jantar de répteis pré-históricos.

Editora Globo
Testes feitos com sensor revelam mordida de 2000N de força // Crédito: dailymail.com
Os Kronossauros viveram durante o período Cretáceo, a 110 milhões de anos atrás. Eram criaturas marinhas com corpo forte e dentes afiadíssimos. Mediam mais de nove metros de comprimento e pesavam mais de sete toneladas.

Comparando a diferença entre mandíbulas de jacarés bebês e adultos, o projeto pretende analisar mordidas de animais muito maiores. Dados preliminares revelaram uma força de mordida de 2000 Newtons (1 Newton equivale a 0,1 kg) e mais análises estão sendo coletadas. Os resultados devemos ver em breve.

Editora Globo
Kronossauro: 9 metros de comprimento e mais de 7 tolenadas de peso
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Descobertos ninhos de dinossauros com 190 milhões de anos.


Ninhos de dinossauros descobertos por uma equipa de paleontólogos no Parque Natural Golden Gate Highlands, na África do Sul, têm cerca de 190 milhões de anos e são os mais antigos de que há registo. Pertencentes à espécie massospondylus, dinossauros que viveram durante o período jurássico, os dez ninhos são 100 milhões de anos anteriores a todos os outros alguma vez encontrados.

Pequenas pegadas e fósseis de embriões encontrados no local sugerem que os primeiros dinossauros já seriam bastante cuidadosos com as suas crias, o que contribui para aumentar o conhecimento atual sobre a evolução destas criaturas e o seu comportamento durante a maternidade.

A investigação foi realizada por uma equipa liderada por Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga , e está publicada na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" .

Primeiros dinossauros já tinham estratégias de nidificação


Segundo o estudo, a localização dos vários ninhos revela como os dinossauros da espécie massospondylus voltavam várias vezes ao mesmo local para colocar novos ovos, que as fêmeas dispunham de forma organizada, provando serem mães cuidadosas. Por sua vez, as pegadas encontradas indicam que as crias ficavam no ninho até crescerem pelo menos o dobro do tamanho inicial.

"Estes ninhos mostram-nos pela primeira vez informação detalhada sobre a reprodução dos dinossauros no início do seu aparecimento e revelam já estratégias de nidificação apenas conhecidas em registos de dinossauros posteriores", explica David Evans, um dos autores do estudo e curador no Museu Royal Ontário , no Canadá, onde estes fósseis estarão expostos até maio.

Os primeiros fósseis da espécie massospondylus foram descobertos em 1853, na África do Sul, por Richard Owen, biólogo e paleontólogo britânico que, em 1842, adotou o termo "dinosauria" como representação dos grandes répteis que habitaram a Terra há milhões de anos Veja o vídeo das escavações (em inglês):

Pesquisadores descobrem que dinossauro alado tinha penas pretas

O fóssil do dinossauro foi descoberto em um depósito de calcário na Alemanha em 1861. Foto: AFP

O fóssil do dinossauro foi descoberto em um depósito de calcário na Alemanha em 1861
Foto: AFP
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela Brown University, dos Estados Unidos, descobriu que as penas do dinossauro alado Archaeopteryx eram pretas. A pesquisa, publicada na Nature Communications, é um importante passo para compreender como se deu a evolução dos répteis para as aves.

Os estudiosos descobriram a cor da pena após identificarem a presença de melanossomos, uma estrutura celular responsável pela produção de pigmentos e que garante maior sustentação estrutural à pena. De acordo com o estudo, isso mostra uma formação muito semelhante a das penas das aves vivas, confirmando que esse tipo de asas já existe há pelo menos 150 milhões de anos.

A pena de Archaeopteryx foi descoberta em um depósito de calcário na Alemanha em 1861. Os traços que fazem da espécie um intermediário evolutivo entre dinossauros e aves, segundo os cientistas, são a combinação de características de répteis - como dentes, dedos com garras e uma cauda óssea - e das aves, como asas com penas. "Não podemos dizer que isso é prova de que o Archaeopteryx era um voador. O que podemos afirmar é que nas penas das aves modernas, esses melanossomos garantem força e resistência adicionais para o voo, que é o motivo pelo qual as penas e suas pontas são as áreas mais comumente pigmentadas", disse o pesquisador Ryan Carney
sábado, 21 de janeiro de 2012

Links Atualizados

Os downloads agora funcionam novamente,achei novos links para os documentarios.
Aproveitem,espero que goste do blog.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Aviso

Por algumas semanas,os downloads nao vão funcionar,pois o servidor Megaupload foi fechado para sempre,o principal motivo voce pode conferir aqui.
Irei tentar colocar novos servidores para voces baixarem .
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Reconstituído em 3D,crânio de dinossauro ajuda a entender evolução.

O 'Spinophorosaurus nigeriensis', um gigante herbívoro de 15 metros do comprimento, tinha o ouvido muito mais desenvolvido do que se espera de dinossauros como ele. Razão ainda é um mistério


Visão tridimensional da cavidade craniana do Spinophorosaurus nigeriensis (PLoS One)

A utilização da tecnologia 3D para reconstruir o crânio de um dinossauro que viveu há 165 milhões de anos, no período Jurássico Médio, ajudou cientistas a entenderem como funcionava sua audição.

Os cientistas reconstruíram em três dimensões a cavidade craniana do Spinophorosaurus nigeriensis, um quadrúpede herbívoro de pescoço longo, de até 15 metros de comprimento e protuberâncias ósseas na cauda. Esse tamanho o coloca entre os maiores animais a terem pisado na Terra. Seu processo evolutivo, portanto, é de grande interesse para a ciência.

Na pesquisa, publicada na revista PLoS One, os cientistas registraram que o bicho tinha um ouvido interno muito desenvolvido.

O órgão, além de servir para escutar, auxiliava na percepção espacial do dinossauro e inclui o aparelho vestibular, que constitui a base do sentido do equilíbrio.

O ouvido interno do Spinophorosaurus é bem mais desenvolvido do que o de seus parentes próximos conhecidos. Além disso, observam os pesquisadores, é incomum em um animal herbívoro que, por causa do tamanho, não precisava se preocupar muito com predadores, um labirinto tão desenvolvido. Uma das possibilidade levantadas pelo artigo é de que o tamanho do pescoço do bicho tenha relação com o fenômeno.

O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006, que pertencem a dinossauros que viveram no período Jurássico Médio. Participaram dele pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Crânio de dinossauro de 165 milhoes de anos é reconstruido em 3D



Uma equipe de pesquisadores espanhóis reconstruiu em 3D a cavidade craniana de um dinossauro da espécie Spinophorosaurus nigeriensis, de 165 milhões de anos. As imagens revelaram que esses exemplares possuíam um ouvido interno muito desenvolvido, característica relacionada à coordenação dos olhos e da cabeça.
Dados do trabalho foram publicados na publicação de livre acesso "PLoS One" por cientistas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Espanha. O trabalho contou também com a colaboração de pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio (EUA) e da Universidade Humboldt de Berlim (Alemanha).
O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006 que pertencem ao período Jurássico Médio (entre 175 milhões e 161 milhões de anos atrás), informa o CSIC.
A descoberta sugere que este dinossauro, apesar de ser um animal de menor ágil que seus ancestrais, apresentava um aparelho vestibular (conjunto de órgãos do ouvido interno) considerável.
A nota indica que os animais Spinophorosaurus eram quadrúpedes herbívoros de pescoço longo que costumavam alcançar 15 metros de comprimento e cujas caudas apresentavam protuberâncias ósseas como espinhos.
Os órgãos do ouvido interno eram a base do equilíbrio e tinham três canais semicirculares encarregados de detectar aspectos da movimentação da cabeça do animal. Esses canais são mais alongados em animais ágeis e mais curtos nos mais lentos.
 Ilustração mostra ouvido interno esquerdo de dinossauros; Entre eles, o 'Spinophorosaurus'.

Fossil de dinossauro é encontrado no RS

Paleontologia apresenta espécie carnívora que viveu há 260 milhões de anos

Uma viagem de cinco integrantes do Departamento de Paleontologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da UFPI (Universidade Federal do Piauí), prevista para durar oito dias e com custo pouco maior de R$ 3 mil, ofereceu uma das maiores contribuições ao campo científico brasileiro nas últimas décadas.

A expedição revelou que um fóssil, encontrado em uma zona entre São Gabriel e Bagé, era de uma espécie de predador anterior aos dinossauros. E que não havia sido ainda catalogada pela comunidade científica internacional.

O Pampaphoneus biccai se alimentava de herbívoros menores que ele e tinha as dimensões semelhantes a um leão – cerca de 3 metros de comprimento da cauda à mandíbula e 300 quilos de peso.

O período que o Pampaphoneus viveu mostra o seu valor para a comunidade científica: a datação por estrôncio mostrou que o animal é do período permiano da Era Paleozóica, ou seja, viveu há mais de 260 milhões de anos. Os dinossauros, para se ter uma ideia, são do período cretáceo e viveram entre 145 milhões e 65 milhões de anos.

A pesquisa mostrou também como era a vegetação e o clima da época. O paleontólogo Juan Cisneros, chefe da equipe que foi a campo em 2008, explica que o clima da antiga Gondwana (os continentes eram uma massa unida; o Estado, por exemplo, foi separado da atual região da África do Sul) era diferente.

“Tudo era mais seco. Tinha muitas dunas no período permiano, mas as florestas também já estavam presentes”, explicou.

Feliz com a repercussão da pesquisa, que será publicada na revista norte-americana “Proocedings of the Nacional Academy of Scientes”, o professor Cesar Schultz, da paleontologia da UFRGS, disse que a equipe já tem um novo projeto em andamento, que deve revelar mais descobertas em breve.

“O governo federal aprovou uma pesquisa que vai envolver também Santa Catarina e Paraná. No ano que vem deveremos ter mais novidades. Quem sabe um dinossauro?”, brincou.

Como aconteceu:
Google Earth colaborou
A descoberta dos cientistas gaúchos só foi possível pela análise das imagens através da ferramenta Google Earth. Nela, os paleontólogos localizaram um terreno semelhante ao do fóssil do Pampadromaeus barberenai, dinossauro descoberto no ano passado, em Agudo.

O professor Juan Cisneros, salvadorenho de nascimento mas morando há 12 anos no Brasil, diz que a busca por novos fósseis segue um padrão, como aconteceu com o Pampaphoneus biccai. “Nós tentamos reconhecer lugares A cor das rochas, a textura, o tipo de erosão, tudo segue um padrão”, diz.

Cisneros sintetizou o trabalho de um paleontólogo em campo. “Acordamos cedo, viajamos por horas e passamos o dia debaixo de sol ou chuva procurando por pistas. E comendo só pão com salame”, exclamou.