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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Encontrada tartaruga do tempo dos dinossauros ainda desconhecida
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TheAtshef |
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Uma equipa de paleontólogos descobriu em Isona i Conca Dellà (Pallars Jussà, Pre-pirineo de Lleida, Catalunha), os restos fossilizados de uma espécie de tartaruga até agora desconhecida que viveu no tempo dos dinossauros e com eles se extinguiu no final do Cretáceo.
Os investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, do Museu da Conca Dellà e da Universidade Autónoma de Barcelona, responsáveis pelo estudo, baptizaram a espécie como Polysternon isonae. O estudo está publicado na revista «Cretaceous Research».
Pre-pirineo de Lleida é uma zona muito rica em fósseis de dinossauros (com 65 e 70 milhões de anos). Por lá já apareceram restos de ossos, ovos e pegadas. O território, hoje montanhoso, era naquela época uma planície costeira aberta ao oceano Atlântico, com um clima tropical quente e uma vegetação abundante onde até se podiam encontrar palmeiras. Crocodilos, peixes e tartarugas estavam entre as numerosas espécies que habitavam este ecossitema.
Embora seja vulgar encontrar restos fósseis de tartarugas, estes consistem apenas em partes isoladas da carapaça. Descrever esta uma nova espécie foi possível pois os investigadores descobriram, durante as campanhas de 2008 e 2009, restos de carapaças bastante completas que preservavam partes do esqueleto inteiror, mostrando rasgos morfológicos.
Até agora conheciam-se duas espécies de tartarugas do género Polysternon, a provinciale e a atlanticum. Estas habitavam na zona que actualmente corresponde ao sul de França e à Península Ibérica. Eram animais adaptados à água doce e viviam nas zonas mais profundas dos rios e dos lagos.
As da espécie agora descrita, a isonae, tinham uma carapaça oval e mediam 50 centímetros de comprimento e 40 de largura. Os seus restos conservaram-se durante milhões de anos num estrato de arenito muito duro. Ao contrário desta tartaruga que se extinguiu com os dinossauros e as outras do mesmo génerto não.
Os investigadores do Instituto Catalão de Paleontologia Miquel Crusafont, do Museu da Conca Dellà e da Universidade Autónoma de Barcelona, responsáveis pelo estudo, baptizaram a espécie como Polysternon isonae. O estudo está publicado na revista «Cretaceous Research».
Pre-pirineo de Lleida é uma zona muito rica em fósseis de dinossauros (com 65 e 70 milhões de anos). Por lá já apareceram restos de ossos, ovos e pegadas. O território, hoje montanhoso, era naquela época uma planície costeira aberta ao oceano Atlântico, com um clima tropical quente e uma vegetação abundante onde até se podiam encontrar palmeiras. Crocodilos, peixes e tartarugas estavam entre as numerosas espécies que habitavam este ecossitema.
Embora seja vulgar encontrar restos fósseis de tartarugas, estes consistem apenas em partes isoladas da carapaça. Descrever esta uma nova espécie foi possível pois os investigadores descobriram, durante as campanhas de 2008 e 2009, restos de carapaças bastante completas que preservavam partes do esqueleto inteiror, mostrando rasgos morfológicos.
Até agora conheciam-se duas espécies de tartarugas do género Polysternon, a provinciale e a atlanticum. Estas habitavam na zona que actualmente corresponde ao sul de França e à Península Ibérica. Eram animais adaptados à água doce e viviam nas zonas mais profundas dos rios e dos lagos.
As da espécie agora descrita, a isonae, tinham uma carapaça oval e mediam 50 centímetros de comprimento e 40 de largura. Os seus restos conservaram-se durante milhões de anos num estrato de arenito muito duro. Ao contrário desta tartaruga que se extinguiu com os dinossauros e as outras do mesmo génerto não.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Estudo revela:Crocodilo gigante perambulava junto com os dinossauros.
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TheAtshef |
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Um novo estudo relata que um crocodilo gigante, que possuía na fronte
uma placa saliente de pele espessa, viveu entre os dinossauros.
Os pesquisadores vêm chamando o réptil de Shieldcroc (do inglês: crocodilo-escudo). Ele viveu há aproximadamente 95 milhões de anos, durante o período cretáceo.
Um espécime parcial sugere que o crânio media 1,5 metros, afirmou Casey M. Holliday, paleontólogo da Universidade do Missouri que liderou o estudo.
"O corpo de um animal com uma cabeça grande assim deveria medir entre 7,6 e 10,6 metros", afirmou.
Os crocodilos atuais são muito menores, quase nunca ultrapassando os 6 metros.

Ilustração mostra como teria sido a aparência do crocodilo-escudo, há 95 milhões de anos
Sinais dos vasos sanguíneos no crânio fossilizado sugerem a presença de uma grande placa protetora na fronte do crocodilo.
"Era um ponto espesso do crânio, usado como sinalização para o sexo oposto ou contra os adversários", afirmou Holliday.
As descobertas realizadas por Holliday e Nick Gardner, estudante de graduação da Universidade Marshall, em Huntington, na Virgínia do Oeste, estão publicadas no periódico PLoS One.
O fóssil foi descoberto pela primeira vez no Marrocos, e em seguida vendido para o Museu Real de Ontário, em Toronto, onde o crânio será exibido este ano.
O Shieldcroc é o ancestral africano mais remoto do crocodilo moderno, afirmou Holliday.
Durante o período cretáceo havia muito mais espécies de crocodilos que nos dias de hoje, afirmou Holliday, complementando que a descoberta de espécies antigas pode ajudar a explicar a razão pela qual alguns deles foram extintos, enquanto outros sobreviveram.
"Estamos descobrindo que os crocodilos não moravam apenas na água, mas também habitavam em terra e que não apenas caçavam animais, mas também se alimentavam de plantas", afirmou Holliday. "Os crocodilos operavam todo um conjunto de nichos que eles não conhecem atualmente", afirmou.
Os pesquisadores vêm chamando o réptil de Shieldcroc (do inglês: crocodilo-escudo). Ele viveu há aproximadamente 95 milhões de anos, durante o período cretáceo.
Um espécime parcial sugere que o crânio media 1,5 metros, afirmou Casey M. Holliday, paleontólogo da Universidade do Missouri que liderou o estudo.
"O corpo de um animal com uma cabeça grande assim deveria medir entre 7,6 e 10,6 metros", afirmou.
Os crocodilos atuais são muito menores, quase nunca ultrapassando os 6 metros.
Ilustração mostra como teria sido a aparência do crocodilo-escudo, há 95 milhões de anos
Sinais dos vasos sanguíneos no crânio fossilizado sugerem a presença de uma grande placa protetora na fronte do crocodilo.
"Era um ponto espesso do crânio, usado como sinalização para o sexo oposto ou contra os adversários", afirmou Holliday.
As descobertas realizadas por Holliday e Nick Gardner, estudante de graduação da Universidade Marshall, em Huntington, na Virgínia do Oeste, estão publicadas no periódico PLoS One.
O fóssil foi descoberto pela primeira vez no Marrocos, e em seguida vendido para o Museu Real de Ontário, em Toronto, onde o crânio será exibido este ano.
O Shieldcroc é o ancestral africano mais remoto do crocodilo moderno, afirmou Holliday.
Durante o período cretáceo havia muito mais espécies de crocodilos que nos dias de hoje, afirmou Holliday, complementando que a descoberta de espécies antigas pode ajudar a explicar a razão pela qual alguns deles foram extintos, enquanto outros sobreviveram.
"Estamos descobrindo que os crocodilos não moravam apenas na água, mas também habitavam em terra e que não apenas caçavam animais, mas também se alimentavam de plantas", afirmou Holliday. "Os crocodilos operavam todo um conjunto de nichos que eles não conhecem atualmente", afirmou.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Como os dinossauros ficaram tão gigantes
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TheAtshef |
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Uma nova pesquisa testou as possibilidades dos animais cresceram até tamanhos inimagináveis – por exemplo, como é que alguns dinossauros chegaram a até 30 metros de altura?
A resposta é: seus pulmões e respiração eficientes, juntamente com o fato de que punham ovos, podem ter dado aos dinos uma vantagem de crescimento quando comparado a outros animais.
No estudo, a teoria popular de que os animais tendem a ficar maiores ao longo de sua evolução foi provada errônea, porque, enquanto alguns dinossauros cresciam cada vez mais ao longo de gerações posteriores, nem todos cresceram.
“Nós estudamos a história de arcossauros, incluindo alguns dos primeiros dinossauros da Terra”, disse Roger Benson, coautor do estudo. “Nós pudemos observar que algumas linhagens chegavam a tamanhos gigantescos, mas outras permaneciam pequenas e algumas até mostraram reduções evolutivas de tamanho”, explicou.
Como exemplo, Benson cita os pterossauros, répteis voadores que se mantiveram do mesmo tamanho durante a época estudada. Além disso, havia muitos pequenos herbívoros, como o heterodontossauro.
Os pesquisadores analisaram mais de 400 espécies do período Neopermiano a Jurássico Médio. O padrão de crescimento dos animais durante 100 milhões de anos suporta uma teoria chamada “difusão passiva”.
Isso significa que várias linhagens evolutivas ocorreram, indo para diferentes direções – para tamanhos maiores ou menores.
Os resultados contrariam uma teoria conhecida como “regra de Cope”, que afirma que alguns grupos, como os dinossauros, tendem a evoluir sempre para corpos maiores ao longo do tempo.
Não há dúvida, porém, que muitos dinossauros eram megaenormes, pelo menos quando comparados com os animais terrestres de hoje. A explicação para isso pode ser vários aspectos da biologia dos dinossauros que lhes permitiram obter tamanhos maiores.
“Por exemplo, em muitos dinossauros, partes do esqueleto continham ar. Nós acreditamos que eles tinham um pulmão parecido com os de pássaros e muito eficiente. Esses recursos ajudaram a suportar o seu peso em terra mais facilmente, e tornaram sua respiração e troca de calor mais eficaz do que em mamíferos”, explica Benson.
O pesquisador acrescenta que, como os animais maiores podem pôr mais ovos e se reproduzir mais rapidamente, pode ter havido uma vantagem reprodutiva em ser grande.
Outro cientista, Brian McNab, acha que os maiores dinossauros comiam muito e se movimentavam muito pouco. “Os grandes dinossauros herbívoros, sem dúvida, passavam grande parte do dia se alimentando”, disse. “Suas cabeças, relacionadas com o tamanho dos corpos, eram muito pequenas, o que significa que os dinossauros passavam pouco tempo mastigando a comida, e a maioria do processamento ocorria no intestino, portanto, o processo de comer era, provavelmente, pouco cansativo para eles”.
Isso é muito diferente do comportamento da maioria dos mamíferos herbívoros, que têm grandes cabeças e muitos dentes, e gastam muito tempo mastigando.
Benson acha que é pouco provável que todos os animais de terra hoje, incluindo os seres humanos, evoluam e se tornem tão grandes quanto os maiores dinossauros foram.
“Os mamíferos, incluindo seres humanos, são de sangue quente e geram muito calor internamente”, explicou. “Isso se torna um problema em corpos grandes, já que existe o perigo de sobreaquecimento. É possível que muitos arcossauros extintos, incluindo os dinossauros, foram os intermediários entre fisiologias de sangue frio e quente”, conta.
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