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sábado, 28 de janeiro de 2012
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O documentario Quando os dinossauros reinavam na terra não vai funcionar por algumas semanas,pois foi fechado mais sites,estou tentando buscar novos links,caso voces tiverem que funcionem,mandem por comentario ou email parquejurassico@hotmail.com
Dinossauros possuíam instintos maternais há 190 milhões de anos.
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Um grupo de pesquisadores descobriu que os dinossauros que existiram
há 190 milhões de anos tinham instintos maternais complexos similares
aos das aves ou répteis modernos graças a um conjunto de ninhos
fossilizados localizados na África do Sul.
O estudo, divulgado nesta semana na revista médica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostra que, até nos primeiros momentos da existência dos dinossauros, exemplares da espécie Massospondylus punham seus ovos de forma comunitária em um mesmo local geração após geração.
"Agora podemos argumentar que temos a evidência de que não só esta jazida é o centro de ninhos de dinossauros mais antigo do mundo, mas também o centro de ninhos mais antigo de qualquer vertebrado terrestre", afirmou o professor Robert Reisz, da Universidade de Toronto, durante a apresentação do estudo no Museu Real de Ontário em Toronto.
Reisz explicou que, quando os ovos se rompiam, os Massospondylus permaneciam no ninho até dobrarem de tamanho. De acordo com o cientista, o comportamento desses dinossauros primitivos, que viveram há 190 milhões de anos no que hoje é o Parque Nacional Golden Gate Highlands da África do Sul, seria muito similar ao nascer de algumas espécies modernas de aves ou répteis.
"Pudemos ver que todos os ovos estão postos em uma só camada, assim como fazem as aves. Mas esses dinossauros não se sentavam em cima dos ovos, como fazem as aves", destacou Reisz. "Pela primeira vez, esses dois elementos estão separados: botar ovos em uma só camada e sentar-se em cima deles não estão relacionados, evoluíram de forma separada".
Segundo ele, até agora só se tinha conhecimento de um comportamento reprodutivo parecido entre dinossauros nos períodos finais de sua existência sobre a Terra, há cerca de 65 milhões ou 70 milhões de anos, por isso a descoberta recua esses instintos em mais de 120 milhões de anos.
O cientista e sua equipe também encontrou marcas de pés e mãos deixadas no barro por alguns Massopondylus no momento em que rompiam a casca do ovo e começavam a se aventurar no mundo.
"Isso significa que esses animais caminhavam inicialmente com suas quatro patas. Mas os adultos eram bípedes. Só conhecemos outra espécie animal que começa sua existência como quadrúpede e termina como bípede, e são os humanos", ressaltou.
A jazida sul-africana pode se transformar em um incrível "diário" do processo reprodutivo dos dinossauros graças à coleção de ovos e embriões que contém.
"Temos uma grande quantidade de material embrionário para estudar. Esperamos conseguir o que chamamos de "embriologia de dinossauros", algo que ainda não foi feito: ver como os animais crescem no interior do ovo. Isto é extremamente apaixonante", disse Reisz.
Reisz acrescentou que, "graças aos embriões jovens, outros mais avançados e inclusive alguns que estavam a ponto de sair da casca do ovo, esperamos ver o crescimento do embrião dentro do ovo. Também recuperamos um recentemente que acaba de sair do ovo".
"Portanto, agora podemos estudar os esqueletos e ver como eles mudavam durante sua vida embrionária e imediatamente depois", complementou Reisz.
O estudo, divulgado nesta semana na revista médica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), mostra que, até nos primeiros momentos da existência dos dinossauros, exemplares da espécie Massospondylus punham seus ovos de forma comunitária em um mesmo local geração após geração.
"Agora podemos argumentar que temos a evidência de que não só esta jazida é o centro de ninhos de dinossauros mais antigo do mundo, mas também o centro de ninhos mais antigo de qualquer vertebrado terrestre", afirmou o professor Robert Reisz, da Universidade de Toronto, durante a apresentação do estudo no Museu Real de Ontário em Toronto.
Reisz explicou que, quando os ovos se rompiam, os Massospondylus permaneciam no ninho até dobrarem de tamanho. De acordo com o cientista, o comportamento desses dinossauros primitivos, que viveram há 190 milhões de anos no que hoje é o Parque Nacional Golden Gate Highlands da África do Sul, seria muito similar ao nascer de algumas espécies modernas de aves ou répteis.
"Pudemos ver que todos os ovos estão postos em uma só camada, assim como fazem as aves. Mas esses dinossauros não se sentavam em cima dos ovos, como fazem as aves", destacou Reisz. "Pela primeira vez, esses dois elementos estão separados: botar ovos em uma só camada e sentar-se em cima deles não estão relacionados, evoluíram de forma separada".
Segundo ele, até agora só se tinha conhecimento de um comportamento reprodutivo parecido entre dinossauros nos períodos finais de sua existência sobre a Terra, há cerca de 65 milhões ou 70 milhões de anos, por isso a descoberta recua esses instintos em mais de 120 milhões de anos.
O cientista e sua equipe também encontrou marcas de pés e mãos deixadas no barro por alguns Massopondylus no momento em que rompiam a casca do ovo e começavam a se aventurar no mundo.
"Isso significa que esses animais caminhavam inicialmente com suas quatro patas. Mas os adultos eram bípedes. Só conhecemos outra espécie animal que começa sua existência como quadrúpede e termina como bípede, e são os humanos", ressaltou.
A jazida sul-africana pode se transformar em um incrível "diário" do processo reprodutivo dos dinossauros graças à coleção de ovos e embriões que contém.
"Temos uma grande quantidade de material embrionário para estudar. Esperamos conseguir o que chamamos de "embriologia de dinossauros", algo que ainda não foi feito: ver como os animais crescem no interior do ovo. Isto é extremamente apaixonante", disse Reisz.
Reisz acrescentou que, "graças aos embriões jovens, outros mais avançados e inclusive alguns que estavam a ponto de sair da casca do ovo, esperamos ver o crescimento do embrião dentro do ovo. Também recuperamos um recentemente que acaba de sair do ovo".
"Portanto, agora podemos estudar os esqueletos e ver como eles mudavam durante sua vida embrionária e imediatamente depois", complementou Reisz.
Qual o tamanho do estrago de uma mordida de dinossauro?
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Qual o tamanho do estrago que uma mordida de dinossauro seria capaz
de fazer? Pesquisadores estão tentando descobrir, através de estudos com
crocodilos e jacarés. A intenção é dimensificar qual a força das
mandíbulas de um kronossauro, uma espécie de dinossauro marinho.
Espécies semelhantes de crocodilos e jacarés habitaram a Terra há milhões de anos e, por isso, esses répteis verdes têm anatomia semelhante a de alguns tipos de dinossauros marinhos, como o Kronossauro.
Uma garrafa de plástico com um sensor de mordida está sendo diariamente servida aos jacarés, a fim de medir o tamanho da força da mandíbula. Ao multiplicar a força de um jacaré pelo tamanho de um animal semelhante, será mais fácil determinar quais eram as preferências para o jantar de répteis pré-históricos.
Os
Kronossauros viveram durante o período Cretáceo, a 110 milhões de anos
atrás. Eram criaturas marinhas com corpo forte e dentes afiadíssimos.
Mediam mais de nove metros de comprimento e pesavam mais de sete
toneladas.
Comparando a diferença entre mandíbulas de jacarés bebês e adultos, o projeto pretende analisar mordidas de animais muito maiores. Dados preliminares revelaram uma força de mordida de 2000 Newtons (1 Newton equivale a 0,1 kg) e mais análises estão sendo coletadas. Os resultados devemos ver em breve.

Espécies semelhantes de crocodilos e jacarés habitaram a Terra há milhões de anos e, por isso, esses répteis verdes têm anatomia semelhante a de alguns tipos de dinossauros marinhos, como o Kronossauro.
Uma garrafa de plástico com um sensor de mordida está sendo diariamente servida aos jacarés, a fim de medir o tamanho da força da mandíbula. Ao multiplicar a força de um jacaré pelo tamanho de um animal semelhante, será mais fácil determinar quais eram as preferências para o jantar de répteis pré-históricos.
Testes feitos com sensor revelam mordida de 2000N de força // Crédito: dailymail.com
Comparando a diferença entre mandíbulas de jacarés bebês e adultos, o projeto pretende analisar mordidas de animais muito maiores. Dados preliminares revelaram uma força de mordida de 2000 Newtons (1 Newton equivale a 0,1 kg) e mais análises estão sendo coletadas. Os resultados devemos ver em breve.
Kronossauro: 9 metros de comprimento e mais de 7 tolenadas de peso
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Descobertos ninhos de dinossauros com 190 milhões de anos.
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Ninhos de dinossauros descobertos por uma equipa de paleontólogos no Parque Natural Golden Gate Highlands, na África do Sul, têm cerca de 190 milhões de anos e são os mais antigos de que há registo. Pertencentes à espécie massospondylus, dinossauros que viveram durante o período jurássico, os dez ninhos são 100 milhões de anos anteriores a todos os outros alguma vez encontrados.
Pequenas pegadas e fósseis de embriões encontrados no local sugerem que os primeiros dinossauros já seriam bastante cuidadosos com as suas crias, o que contribui para aumentar o conhecimento atual sobre a evolução destas criaturas e o seu comportamento durante a maternidade.
A investigação foi realizada por uma equipa liderada por Robert Reisz, da Universidade de Toronto Mississauga , e está publicada na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" .
Primeiros dinossauros já tinham estratégias de nidificação
Segundo o estudo, a localização dos vários ninhos revela como os dinossauros da espécie massospondylus voltavam várias vezes ao mesmo local para colocar novos ovos, que as fêmeas dispunham de forma organizada, provando serem mães cuidadosas. Por sua vez, as pegadas encontradas indicam que as crias ficavam no ninho até crescerem pelo menos o dobro do tamanho inicial.
"Estes ninhos mostram-nos pela primeira vez informação detalhada sobre a reprodução dos dinossauros no início do seu aparecimento e revelam já estratégias de nidificação apenas conhecidas em registos de dinossauros posteriores", explica David Evans, um dos autores do estudo e curador no Museu Royal Ontário , no Canadá, onde estes fósseis estarão expostos até maio.
Os primeiros fósseis da espécie massospondylus foram descobertos em 1853, na África do Sul, por Richard Owen, biólogo e paleontólogo britânico que, em 1842, adotou o termo "dinosauria" como representação dos grandes répteis que habitaram a Terra há milhões de anos Veja o vídeo das escavações (em inglês):
Pesquisadores descobrem que dinossauro alado tinha penas pretas
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O fóssil do dinossauro foi descoberto em um depósito de calcário na Alemanha em 1861Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela Brown University, dos Estados Unidos, descobriu que as penas do dinossauro alado Archaeopteryx eram pretas. A pesquisa, publicada na Nature Communications, é um importante passo para compreender como se deu a evolução dos répteis para as aves.
Foto: AFP
Os estudiosos descobriram a cor da pena após identificarem a presença de melanossomos, uma estrutura celular responsável pela produção de pigmentos e que garante maior sustentação estrutural à pena. De acordo com o estudo, isso mostra uma formação muito semelhante a das penas das aves vivas, confirmando que esse tipo de asas já existe há pelo menos 150 milhões de anos.
A pena de Archaeopteryx foi descoberta em um depósito de calcário na Alemanha em 1861. Os traços que fazem da espécie um intermediário evolutivo entre dinossauros e aves, segundo os cientistas, são a combinação de características de répteis - como dentes, dedos com garras e uma cauda óssea - e das aves, como asas com penas. "Não podemos dizer que isso é prova de que o Archaeopteryx era um voador. O que podemos afirmar é que nas penas das aves modernas, esses melanossomos garantem força e resistência adicionais para o voo, que é o motivo pelo qual as penas e suas pontas são as áreas mais comumente pigmentadas", disse o pesquisador Ryan Carney
sábado, 21 de janeiro de 2012
Links Atualizados
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Os downloads agora funcionam novamente,achei novos links para os documentarios.
Aproveitem,espero que goste do blog.
Aproveitem,espero que goste do blog.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Aviso
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Por algumas semanas,os downloads nao vão funcionar,pois o servidor Megaupload foi fechado para sempre,o principal motivo voce pode conferir aqui.
Irei tentar colocar novos servidores para voces baixarem .
Irei tentar colocar novos servidores para voces baixarem .
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Reconstituído em 3D,crânio de dinossauro ajuda a entender evolução.
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O 'Spinophorosaurus nigeriensis', um gigante herbívoro de 15 metros do comprimento, tinha o ouvido muito mais desenvolvido do que se espera de dinossauros como ele. Razão ainda é um mistério
A utilização da tecnologia 3D para reconstruir o crânio de um dinossauro que viveu há 165 milhões de anos, no período Jurássico Médio, ajudou cientistas a entenderem como funcionava sua audição.
Os cientistas reconstruíram em três dimensões a cavidade craniana do Spinophorosaurus nigeriensis, um quadrúpede herbívoro de pescoço longo, de até 15 metros de comprimento e protuberâncias ósseas na cauda. Esse tamanho o coloca entre os maiores animais a terem pisado na Terra. Seu processo evolutivo, portanto, é de grande interesse para a ciência.
Na pesquisa, publicada na revista PLoS One, os cientistas registraram que o bicho tinha um ouvido interno muito desenvolvido.
O órgão, além de servir para escutar, auxiliava na percepção espacial do dinossauro e inclui o aparelho vestibular, que constitui a base do sentido do equilíbrio.
O ouvido interno do Spinophorosaurus é bem mais desenvolvido do que o de seus parentes próximos conhecidos. Além disso, observam os pesquisadores, é incomum em um animal herbívoro que, por causa do tamanho, não precisava se preocupar muito com predadores, um labirinto tão desenvolvido. Uma das possibilidade levantadas pelo artigo é de que o tamanho do pescoço do bicho tenha relação com o fenômeno.
O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006, que pertencem a dinossauros que viveram no período Jurássico Médio. Participaram dele pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha.
Visão tridimensional da cavidade craniana do Spinophorosaurus nigeriensis (PLoS One)
A utilização da tecnologia 3D para reconstruir o crânio de um dinossauro que viveu há 165 milhões de anos, no período Jurássico Médio, ajudou cientistas a entenderem como funcionava sua audição.
Os cientistas reconstruíram em três dimensões a cavidade craniana do Spinophorosaurus nigeriensis, um quadrúpede herbívoro de pescoço longo, de até 15 metros de comprimento e protuberâncias ósseas na cauda. Esse tamanho o coloca entre os maiores animais a terem pisado na Terra. Seu processo evolutivo, portanto, é de grande interesse para a ciência.
Na pesquisa, publicada na revista PLoS One, os cientistas registraram que o bicho tinha um ouvido interno muito desenvolvido.
O órgão, além de servir para escutar, auxiliava na percepção espacial do dinossauro e inclui o aparelho vestibular, que constitui a base do sentido do equilíbrio.
O ouvido interno do Spinophorosaurus é bem mais desenvolvido do que o de seus parentes próximos conhecidos. Além disso, observam os pesquisadores, é incomum em um animal herbívoro que, por causa do tamanho, não precisava se preocupar muito com predadores, um labirinto tão desenvolvido. Uma das possibilidade levantadas pelo artigo é de que o tamanho do pescoço do bicho tenha relação com o fenômeno.
O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006, que pertencem a dinossauros que viveram no período Jurássico Médio. Participaram dele pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Crânio de dinossauro de 165 milhoes de anos é reconstruido em 3D
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Uma equipe de pesquisadores espanhóis reconstruiu em 3D a cavidade craniana de um dinossauro da espécie Spinophorosaurus nigeriensis, de 165 milhões de anos. As imagens revelaram que esses exemplares possuíam um ouvido interno muito desenvolvido, característica relacionada à coordenação dos olhos e da cabeça.
Dados do trabalho foram publicados na publicação de livre acesso "PLoS One" por cientistas do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Espanha. O trabalho contou também com a colaboração de pesquisadores da Universidade Nacional de Educação a Distância da Espanha, da Universidade de Ohio (EUA) e da Universidade Humboldt de Berlim (Alemanha).
O estudo foi feito em fósseis encontrados no Níger em 2006 que pertencem ao período Jurássico Médio (entre 175 milhões e 161 milhões de anos atrás), informa o CSIC.
A descoberta sugere que este dinossauro, apesar de ser um animal de menor ágil que seus ancestrais, apresentava um aparelho vestibular (conjunto de órgãos do ouvido interno) considerável.
A nota indica que os animais Spinophorosaurus eram quadrúpedes herbívoros de pescoço longo que costumavam alcançar 15 metros de comprimento e cujas caudas apresentavam protuberâncias ósseas como espinhos.
Os órgãos do ouvido interno eram a base do equilíbrio e tinham três canais semicirculares encarregados de detectar aspectos da movimentação da cabeça do animal. Esses canais são mais alongados em animais ágeis e mais curtos nos mais lentos.
Ilustração mostra ouvido interno esquerdo de dinossauros; Entre eles, o 'Spinophorosaurus'.
Fossil de dinossauro é encontrado no RS
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Paleontologia apresenta espécie carnívora que viveu há 260 milhões de anos
Uma viagem de cinco integrantes do Departamento de Paleontologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da UFPI (Universidade Federal do Piauí), prevista para durar oito dias e com custo pouco maior de R$ 3 mil, ofereceu uma das maiores contribuições ao campo científico brasileiro nas últimas décadas.
A expedição revelou que um fóssil, encontrado em uma zona entre São Gabriel e Bagé, era de uma espécie de predador anterior aos dinossauros. E que não havia sido ainda catalogada pela comunidade científica internacional.
O Pampaphoneus biccai se alimentava de herbívoros menores que ele e tinha as dimensões semelhantes a um leão – cerca de 3 metros de comprimento da cauda à mandíbula e 300 quilos de peso.
O período que o Pampaphoneus viveu mostra o seu valor para a comunidade científica: a datação por estrôncio mostrou que o animal é do período permiano da Era Paleozóica, ou seja, viveu há mais de 260 milhões de anos. Os dinossauros, para se ter uma ideia, são do período cretáceo e viveram entre 145 milhões e 65 milhões de anos.
A pesquisa mostrou também como era a vegetação e o clima da época. O paleontólogo Juan Cisneros, chefe da equipe que foi a campo em 2008, explica que o clima da antiga Gondwana (os continentes eram uma massa unida; o Estado, por exemplo, foi separado da atual região da África do Sul) era diferente.
“Tudo era mais seco. Tinha muitas dunas no período permiano, mas as florestas também já estavam presentes”, explicou.
Feliz com a repercussão da pesquisa, que será publicada na revista norte-americana “Proocedings of the Nacional Academy of Scientes”, o professor Cesar Schultz, da paleontologia da UFRGS, disse que a equipe já tem um novo projeto em andamento, que deve revelar mais descobertas em breve.
“O governo federal aprovou uma pesquisa que vai envolver também Santa Catarina e Paraná. No ano que vem deveremos ter mais novidades. Quem sabe um dinossauro?”, brincou.
Como aconteceu:
Google Earth colaborou
A descoberta dos cientistas gaúchos só foi possível pela análise das imagens através da ferramenta Google Earth. Nela, os paleontólogos localizaram um terreno semelhante ao do fóssil do Pampadromaeus barberenai, dinossauro descoberto no ano passado, em Agudo.
O professor Juan Cisneros, salvadorenho de nascimento mas morando há 12 anos no Brasil, diz que a busca por novos fósseis segue um padrão, como aconteceu com o Pampaphoneus biccai. “Nós tentamos reconhecer lugares A cor das rochas, a textura, o tipo de erosão, tudo segue um padrão”, diz.
Cisneros sintetizou o trabalho de um paleontólogo em campo. “Acordamos cedo, viajamos por horas e passamos o dia debaixo de sol ou chuva procurando por pistas. E comendo só pão com salame”, exclamou.
Uma viagem de cinco integrantes do Departamento de Paleontologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da UFPI (Universidade Federal do Piauí), prevista para durar oito dias e com custo pouco maior de R$ 3 mil, ofereceu uma das maiores contribuições ao campo científico brasileiro nas últimas décadas.
A expedição revelou que um fóssil, encontrado em uma zona entre São Gabriel e Bagé, era de uma espécie de predador anterior aos dinossauros. E que não havia sido ainda catalogada pela comunidade científica internacional.
O Pampaphoneus biccai se alimentava de herbívoros menores que ele e tinha as dimensões semelhantes a um leão – cerca de 3 metros de comprimento da cauda à mandíbula e 300 quilos de peso.
O período que o Pampaphoneus viveu mostra o seu valor para a comunidade científica: a datação por estrôncio mostrou que o animal é do período permiano da Era Paleozóica, ou seja, viveu há mais de 260 milhões de anos. Os dinossauros, para se ter uma ideia, são do período cretáceo e viveram entre 145 milhões e 65 milhões de anos.
A pesquisa mostrou também como era a vegetação e o clima da época. O paleontólogo Juan Cisneros, chefe da equipe que foi a campo em 2008, explica que o clima da antiga Gondwana (os continentes eram uma massa unida; o Estado, por exemplo, foi separado da atual região da África do Sul) era diferente.
“Tudo era mais seco. Tinha muitas dunas no período permiano, mas as florestas também já estavam presentes”, explicou.
Feliz com a repercussão da pesquisa, que será publicada na revista norte-americana “Proocedings of the Nacional Academy of Scientes”, o professor Cesar Schultz, da paleontologia da UFRGS, disse que a equipe já tem um novo projeto em andamento, que deve revelar mais descobertas em breve.
“O governo federal aprovou uma pesquisa que vai envolver também Santa Catarina e Paraná. No ano que vem deveremos ter mais novidades. Quem sabe um dinossauro?”, brincou.
Como aconteceu:
Google Earth colaborou
A descoberta dos cientistas gaúchos só foi possível pela análise das imagens através da ferramenta Google Earth. Nela, os paleontólogos localizaram um terreno semelhante ao do fóssil do Pampadromaeus barberenai, dinossauro descoberto no ano passado, em Agudo.
O professor Juan Cisneros, salvadorenho de nascimento mas morando há 12 anos no Brasil, diz que a busca por novos fósseis segue um padrão, como aconteceu com o Pampaphoneus biccai. “Nós tentamos reconhecer lugares A cor das rochas, a textura, o tipo de erosão, tudo segue um padrão”, diz.
Cisneros sintetizou o trabalho de um paleontólogo em campo. “Acordamos cedo, viajamos por horas e passamos o dia debaixo de sol ou chuva procurando por pistas. E comendo só pão com salame”, exclamou.
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