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sexta-feira, 9 de março de 2012
Velociraptors eram caçadores noturnos.
Postado por
TheAtshef |
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Alguns dinossauros tinham olhos adaptados para a caça noturna,
enquanto outros estavam mais aptos para atividades durante o dia, mostra
um estudo que contesta a ideia de que os sáurios eram animais
exclusivamente diurnos. A partir da análise dos registros fósseis de um
osso que existe em pássaros e lagartos, chamado anel esclerótico,
pesquisadores conseguiram comprovar que alguns dinossauros tinham a
pupila mais aberta, própria para visão noturna. Esse anel circunda a
íris, determinando a largura da pupila. O estudo desmente o conceito de
que os dinossauros do Mesozóico, de 250 milhões a 65 milhões de anos
atrás, tinham atividade exclusivamente diurna, deixando a noite para os
pequenos mamíferos.
Durante seis anos e meio, pesquisadores da universidade da Califórnia mediram o osso ocular de 33 fósseis de dinossauros, pássaros ancestrais e pterossauros. O diâmetro de cada osso estudado variou de um a 10 centímetros, e revelou novos padrões do ecossistema.
De acordo com o estudo, pequenos carnívoros, como os velociraptors, eram caçadores noturnos. Grandes dinossauros herbívoros tinham atividades tanto durante o dia quanto durante a noite, provavelmente pelo fato de terem de comer grandes quantidades, o que levava muito tempo, com direito a “siestas” nas horas mais quentes do dia para evitar o superaquecimento do corpo. O mesmo acontece com grandes herbívoros contemporâneos, como os elefantes.
Pterossauros e aves pré-históricas eram mais ativas durante o dia. Os pesquisadores não puderam estudar grandes carnívoros, como o temido Tyrannosaurus rex, por não haver registro fóssil suficiente do anel escleral.
A variação nos padrões de atividade diária facilita a divisão do uso do habitat e de seus recursos entre as espécies. “Conseguimos reconstruir o ecossistema, agora que sabemos em que período cada dinossauro era mais ativo, e também começamos a entender melhor a interação deles”, disse ao iG Lars Schimitz, professor do departamento de Evolução e Ecologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo publicado na edição dsta semana do periódico científico Science.
Durante seis anos e meio, pesquisadores da universidade da Califórnia mediram o osso ocular de 33 fósseis de dinossauros, pássaros ancestrais e pterossauros. O diâmetro de cada osso estudado variou de um a 10 centímetros, e revelou novos padrões do ecossistema.
De acordo com o estudo, pequenos carnívoros, como os velociraptors, eram caçadores noturnos. Grandes dinossauros herbívoros tinham atividades tanto durante o dia quanto durante a noite, provavelmente pelo fato de terem de comer grandes quantidades, o que levava muito tempo, com direito a “siestas” nas horas mais quentes do dia para evitar o superaquecimento do corpo. O mesmo acontece com grandes herbívoros contemporâneos, como os elefantes.
Pterossauros e aves pré-históricas eram mais ativas durante o dia. Os pesquisadores não puderam estudar grandes carnívoros, como o temido Tyrannosaurus rex, por não haver registro fóssil suficiente do anel escleral.
A variação nos padrões de atividade diária facilita a divisão do uso do habitat e de seus recursos entre as espécies. “Conseguimos reconstruir o ecossistema, agora que sabemos em que período cada dinossauro era mais ativo, e também começamos a entender melhor a interação deles”, disse ao iG Lars Schimitz, professor do departamento de Evolução e Ecologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo publicado na edição dsta semana do periódico científico Science.
Dinossauro tinha pena iridescente há 130 milhões de anos.
Postado por
TheAtshef |
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Pesquisadores americanos e chineses descobriram que as penas do Microraptor, dinossauro de quatro asas que viveu há 130 milhões de anos, eram iridescentes. Este é o primeiro registo de penas que criam um efeito de arco-íris na luz solar. A nova reconstituição do dinossauro vai ajudar cientistas a entender a controversa transição que fez com que os dinossauros começassem a voar.
“O estudo nos dá um vislumbre inédito de como estes animais eram quando estavam vivos”, disse em comunicado Mark Norell, do Museu Americano de História Natural e um dos autores do estudo publicado hoje (8) no periódico científico Science. Embora tivesse penas e asas, a análise do esqueleto e projeções da musculatura do Microraptor determinaram que ele não era capaz de voar.
A partir da comparação de padrões de pigmento da pena do fóssil do Microraptor com o encontrado em aves modernas, os cientistas determinaram que as penas tinham o brilho parecido com as penas de um corvo. Pesquisadores acreditam que elas tinham o propósito ornamental ou de sinalização para atrair parceiros.

O estudo conseguiu trazer aspectos comportamentais sobre o dinossauro. “A maioria das características de penas dos dinossauros continua sendo interpretada fundamentalmente como aspectos de aerodinâmica e locomoção”, disse Julia Clarke, uma das autoras do estudo e paleontóloga da Universidade do Texas. “Algumas destas estruturas são claramente características ancestrais que surgiram de outras funções e ficaram, enquanto outras devem ter sido ligadas a comportamentos de exibição, ou de sinalização para atrair parceiros. As penas foram desenhadas desde o começo para a locomoção, mas como nenhum pássaro nos contará, a cor das penas e o desenho também devem ter relação com um complexo repertório comportamental”, disse.
O estudo também contradiz a teoria de que o Microraptor seria um animal de hábitos noturnos visto que plumagem brilhante não é uma característica de aves modernas com hábitos noturnos.
Desde que foi descoberto, o dinossauro de quatro asas tem sido o centro de discussão sobre a evolução das asas para o voo. Embora anatomicamente o Microraptor seja muito semelhante às aves, ele é considerado um dinossauro não aviário e está no grupo dos Dromeossaurídeos, do qual também faz parte o Velociraptor.
“O estudo nos dá um vislumbre inédito de como estes animais eram quando estavam vivos”, disse em comunicado Mark Norell, do Museu Americano de História Natural e um dos autores do estudo publicado hoje (8) no periódico científico Science. Embora tivesse penas e asas, a análise do esqueleto e projeções da musculatura do Microraptor determinaram que ele não era capaz de voar.
A partir da comparação de padrões de pigmento da pena do fóssil do Microraptor com o encontrado em aves modernas, os cientistas determinaram que as penas tinham o brilho parecido com as penas de um corvo. Pesquisadores acreditam que elas tinham o propósito ornamental ou de sinalização para atrair parceiros.
O estudo conseguiu trazer aspectos comportamentais sobre o dinossauro. “A maioria das características de penas dos dinossauros continua sendo interpretada fundamentalmente como aspectos de aerodinâmica e locomoção”, disse Julia Clarke, uma das autoras do estudo e paleontóloga da Universidade do Texas. “Algumas destas estruturas são claramente características ancestrais que surgiram de outras funções e ficaram, enquanto outras devem ter sido ligadas a comportamentos de exibição, ou de sinalização para atrair parceiros. As penas foram desenhadas desde o começo para a locomoção, mas como nenhum pássaro nos contará, a cor das penas e o desenho também devem ter relação com um complexo repertório comportamental”, disse.
O estudo também contradiz a teoria de que o Microraptor seria um animal de hábitos noturnos visto que plumagem brilhante não é uma característica de aves modernas com hábitos noturnos.
Desde que foi descoberto, o dinossauro de quatro asas tem sido o centro de discussão sobre a evolução das asas para o voo. Embora anatomicamente o Microraptor seja muito semelhante às aves, ele é considerado um dinossauro não aviário e está no grupo dos Dromeossaurídeos, do qual também faz parte o Velociraptor.
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