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domingo, 13 de maio de 2012
Dinossauros sofriam com fortes picadas de 'pulgas gigantes', diz estudo
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TheAtshef |
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Insetos gigantes, que viveram 165 milhões de anos atrás, tinham uma
picada dolorosa e se alimentavam do sangue de grandes dinossauros,
segundo cientistas.
Os animais tinham uma morfologia similar à das pulgas dos dias de hoje, mas eram cerca de dez vezes maiores.
"Estes eram insetos muitos maiores do que as pulgas modernas e pelo tamanho de sua probóscide, o apêndice tubular alongado com o qual extraem o sangue, podemos dizer que sua picada seria bastante dolorosa", disse George Poinar Jr., professor de zoologia da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, e especialista em animais extintos, que escreveu sobre o assunto na revista científica Current Biology.
"Teria provocado uma sensação similar à causada por uma agulha hipodérmica. Por sorte, as pulgas atuais são bem menores."
Os fósseis das espécies Pseudopulex jurassicus e Pseudopulex magnus tinham corpos achatados, parecidos com os de percevejos ou carrapatos, e garras longas capazes se segurar às escamas dos dinossauros enquanto os insetos sugavam o sangue.
Pulgas modernas têm corpos mais compactos e antenas mais curtas e são capazes de se mover rapidamente por penas ou pelo.
Todas as pulgas verdadeiras são adaptadas para se alimentar de vertebrados de sangue quente, segundo Poinar, e hoje 94% das mais de duas mil espécies conhecidas atacam mamíferos, enquanto o restante se alimenta do sangue de pássaros.
Mas as características e habilidades incomuns identificadas nessas "pulgas pré-históricas" levaram os cientistas a acreditar que elas se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, cuja pele mais fina, entre as escamas, elas conseguiriam perfurar com facilidade.
O estudo recorda que as pulgas causaram doenças devastadoras na história da humanidade. Elas foram responsáveis pela transmissão da peste bubônica, por exemplo, que causou dezenas de milhões de mortes na Europa do século 14.
Os animais tinham uma morfologia similar à das pulgas dos dias de hoje, mas eram cerca de dez vezes maiores.
"Estes eram insetos muitos maiores do que as pulgas modernas e pelo tamanho de sua probóscide, o apêndice tubular alongado com o qual extraem o sangue, podemos dizer que sua picada seria bastante dolorosa", disse George Poinar Jr., professor de zoologia da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos, e especialista em animais extintos, que escreveu sobre o assunto na revista científica Current Biology.
"Teria provocado uma sensação similar à causada por uma agulha hipodérmica. Por sorte, as pulgas atuais são bem menores."
A'pulga' que se alimentava do sangue de dinossauros seria dez vezes maior que as atuais (Ilustração de Wang Wang / Universidade do Estado de Oregon)
Sangue
Poinar diz que é possível que os insetos jurássicos cujos fósseis foram encontrados na Mongólia, por cientistas chineses, sejam ancestrais evolucionários das pulgas modernas, mas provavelmente pertencem a uma linhagem separada e, agora, extinta.Os fósseis das espécies Pseudopulex jurassicus e Pseudopulex magnus tinham corpos achatados, parecidos com os de percevejos ou carrapatos, e garras longas capazes se segurar às escamas dos dinossauros enquanto os insetos sugavam o sangue.
Pulgas modernas têm corpos mais compactos e antenas mais curtas e são capazes de se mover rapidamente por penas ou pelo.
'Janela para o passado'
"Estes são fósseis muito bem preservados que nos abrem uma janela para a vida em um passado muito distante, nos períodos Cretáceo e Jurássico", diz Poinar, que também estudou pulgas "mais jovens", de 40-50 milhões de anos, preservadas em âmbar.Todas as pulgas verdadeiras são adaptadas para se alimentar de vertebrados de sangue quente, segundo Poinar, e hoje 94% das mais de duas mil espécies conhecidas atacam mamíferos, enquanto o restante se alimenta do sangue de pássaros.
Mas as características e habilidades incomuns identificadas nessas "pulgas pré-históricas" levaram os cientistas a acreditar que elas se alimentavam do sangue de grandes dinossauros, cuja pele mais fina, entre as escamas, elas conseguiriam perfurar com facilidade.
O estudo recorda que as pulgas causaram doenças devastadoras na história da humanidade. Elas foram responsáveis pela transmissão da peste bubônica, por exemplo, que causou dezenas de milhões de mortes na Europa do século 14.
domingo, 22 de abril de 2012
Reprodução por ovos fez dinossauros perderem para mamíferos
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TheAtshef |
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O fato de dinossauros terrestres colocarem ovos foi o que selou o seu
destino, levando-os à extinção em massa milhões de anos atrás, enquanto
mamíferos vivíparos floresceram, afirmaram cientistas em um estudo
publicado nesta quarta-feira.
Em uma nova explicação para a vitória evolutiva dos mamíferos sobre os dinossauros, cientistas afirmaram que um modelo matemático demonstrou que o tamanho dos filhotes foi determinante. Em vista das limitações do tamanho do ovo, os dinossauros tinham filhotes comparativamente pequenos. Alguns eclodiam pesando entre 2 e 10 kg e tinham que crescer até 30 ou 50 t.
Durante o crescimento, os jovens tinham que competir por comida com adultos de outros grupos animais e de tamanhos diferentes, relatou à AFP o cientista Marcus Clauss, da Universidade de Zurique. Isso significou que todas as categorias animais de porte pequeno ou médio sustentadas pelo ambiente estavam "ocupadas", tirando o espaço necessário para as espécies menores de dinossauros se desenvolverem, segundo descobertas publicadas no Biology Letters, periódico da Royal Society, academia de ciências britânica.
"Há muito espaço no ecossistema para espécies pequenas, mas (neste cenário) o espaço é ocupado pelos jovens das espécies grandes", explicou Clauss. "Este não foi um problema por 150 milhões de anos, mas assim que algo acontece, levando todas as grandes espécies, deixando apenas as pequenas, se não houver espécies pequenas para ocupar este espaço, então todo o grupo desaparece", acrescentou.
O evento catastrófico que varreu todas as formas grandes de vida da Terra 65 milhões de anos atrás representou o fim dos dinossauros terrestres. Os cientistas têm opiniões divergentes acerca de se os répteis escamosos morreram antes ou depois de um asteroide cair na Terra em um evento que ficou conhecido como impacto Cretáceo-Terciário, que deixou em suspensão bilhões de t de cinzas de vegetação carbonizada e poeira filtrar a luz do sol, causando um "inverno" que resfriou o planeta e enfraqueceu a vegetação.
Os mamíferos não tiveram as mesmas limitações de tamanho, explicou Clauss, porque seus filhotes não nasceram tão pequenos comparativamente e não precisavam competir por comida com outras espécies, uma vez que eram amamentados por suas mães. Isto significa que havia espécies menores de mamíferos capazes de lidar com um ambiente pós-catástrofe e evoluir para novas espécies juntamente com as aves, que também são dinossauros.
"A pergunta que assombra algumas pessoas, inclusive a mim, é por que os mamíferos sobreviveram e os dinossauros não? Acho que temos uma resposta muito boa para isto", acrescentou Clauss. Os cientistas afirmam que o tamanho dos ovos é restrito por limites como a espessura da casca, que precisa permitir que o oxigênio chegue até o embrião.
O titanossauro, um monstro de 4 t conhecido por ser o maior vertebrado que já viveu sobre a Terra, era 2,5 mil vezes mais pesado do que seus filhotes recém-nascidos. A mãe de um elefante moderno pesa 22 vezes mais do que seu filhote. Os cientistas afirmam que todos os animais com massa corporal superior a 10 e 25 km morreram na extinção em massa.
Em uma nova explicação para a vitória evolutiva dos mamíferos sobre os dinossauros, cientistas afirmaram que um modelo matemático demonstrou que o tamanho dos filhotes foi determinante. Em vista das limitações do tamanho do ovo, os dinossauros tinham filhotes comparativamente pequenos. Alguns eclodiam pesando entre 2 e 10 kg e tinham que crescer até 30 ou 50 t.
Durante o crescimento, os jovens tinham que competir por comida com adultos de outros grupos animais e de tamanhos diferentes, relatou à AFP o cientista Marcus Clauss, da Universidade de Zurique. Isso significou que todas as categorias animais de porte pequeno ou médio sustentadas pelo ambiente estavam "ocupadas", tirando o espaço necessário para as espécies menores de dinossauros se desenvolverem, segundo descobertas publicadas no Biology Letters, periódico da Royal Society, academia de ciências britânica.
"Há muito espaço no ecossistema para espécies pequenas, mas (neste cenário) o espaço é ocupado pelos jovens das espécies grandes", explicou Clauss. "Este não foi um problema por 150 milhões de anos, mas assim que algo acontece, levando todas as grandes espécies, deixando apenas as pequenas, se não houver espécies pequenas para ocupar este espaço, então todo o grupo desaparece", acrescentou.
O evento catastrófico que varreu todas as formas grandes de vida da Terra 65 milhões de anos atrás representou o fim dos dinossauros terrestres. Os cientistas têm opiniões divergentes acerca de se os répteis escamosos morreram antes ou depois de um asteroide cair na Terra em um evento que ficou conhecido como impacto Cretáceo-Terciário, que deixou em suspensão bilhões de t de cinzas de vegetação carbonizada e poeira filtrar a luz do sol, causando um "inverno" que resfriou o planeta e enfraqueceu a vegetação.
Os mamíferos não tiveram as mesmas limitações de tamanho, explicou Clauss, porque seus filhotes não nasceram tão pequenos comparativamente e não precisavam competir por comida com outras espécies, uma vez que eram amamentados por suas mães. Isto significa que havia espécies menores de mamíferos capazes de lidar com um ambiente pós-catástrofe e evoluir para novas espécies juntamente com as aves, que também são dinossauros.
"A pergunta que assombra algumas pessoas, inclusive a mim, é por que os mamíferos sobreviveram e os dinossauros não? Acho que temos uma resposta muito boa para isto", acrescentou Clauss. Os cientistas afirmam que o tamanho dos ovos é restrito por limites como a espessura da casca, que precisa permitir que o oxigênio chegue até o embrião.
O titanossauro, um monstro de 4 t conhecido por ser o maior vertebrado que já viveu sobre a Terra, era 2,5 mil vezes mais pesado do que seus filhotes recém-nascidos. A mãe de um elefante moderno pesa 22 vezes mais do que seu filhote. Os cientistas afirmam que todos os animais com massa corporal superior a 10 e 25 km morreram na extinção em massa.
Descoberto maior dinossauro com penas
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Maior dinossauro com penas viveu na Terra há 125 milhões de anosPaleontólogos chineses e canadenses descobriram o fóssil do maior dinossauro com penas encontrado até hoje. O tiranossauro chamado de Yutyrannus huali, que significa" belo tirano com penas", media nove metros e pesava cerca de 1400 quilos. Embora fosse muito menor que o Tiranossauro rex, o peso do novo dinossauro era 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.
Apesar de contar com penas de 15 centímetros estes dinossauros que viveram na Terra há 125 milhões de anos eram incapazes de voar. Além de serem muito pesados para saírem do chão, havia uma questão aerodinâmica nas penas que impedia o voo. "As penas eram filamentosas eram estruturalmente mais parecidas com cabelos ou cerdas do que as plumas das aves modernas, portanto não formavam superfície aerodinâmica para o voo", disse ao iG Corwin Sullivan, paleontólogo canadense que participou do estudo publicado no periódico científico Nature.
Os pesquisadores acreditam que as penas tinham a função de isolamento térmico. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente. Eu suspeito que que o Y. huali era um animal de sangue quente para que pudesse se beneficiar deste mecanismo de retenção de calor", disse ao iG Sullivan.
A descoberta foi feita a partir da análise de três esqueletos completos do Yutyrannus huali . Até então, paleontólogos só haviam encontrado dinossauros com penas semelhantes à de pássaros com tamanhos semelhantes ao de uma galinha.
O caso do Yutyrannus, cujo corpo era apenas parcialmente coberto com penas, pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se tenha sido muito mais frio do que o resto do Cretáceo, 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "evoluiu de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo.
Cientistas da Chechênia encontram cerca de 40 ovos de dinossauros.
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Cientistas da república islâmica da Chechênia, que faz parte
da Federação Russa, descobriram um "esconderijo" de ovos fossilizados de
dinossauros em uma área montanhosa no sul da república. Segundo o site
da Radio Free Europe, uma equipe de geógrafos fez a descoberta em
uma expedição para estudar duas desconhecidas cachoeiras na última
segunda-feira, 9 de abril.
"Existem pedregulhos no declive da montanha, e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios", afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. "Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro", contou.
Especialistas acreditam que os cerca de 40 ovos são datados de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta. Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.
Os cientistas chechenos afirmam ter 90% de certeza de que encontraram ovos pré-históricos, que foram gerados por dinossauros herbívoros.
"Existem pedregulhos no declive da montanha, e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios", afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. "Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro", contou.
Especialistas acreditam que os cerca de 40 ovos são datados de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta. Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.
Os cientistas chechenos afirmam ter 90% de certeza de que encontraram ovos pré-históricos, que foram gerados por dinossauros herbívoros.
sábado, 24 de março de 2012
Descoberta espécie de crocodilo que viveu há 130 milhões de anos.
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Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de uma nova
espécie de crocodilo que teria vivido há 130 milhões de anos, após se
separar dos dinossauros. A descoberta se baseia em um crânio fossilizado
que um pesquisador encontrou por acaso em 2007, nos arredores dos
pântanos de Swanage, uma vila litorânea do condado de Dorset, no sul da
Inglaterra, confirmou nesta quarta-feira o principal responsável da
pesquisa, Mike Benton.
Durante cinco anos, cientistas da Universidade de Bristol examinaram minuciosamente o crânio, de 1 metro de comprimento e em bom estado de conservação, e o compararam com amostras de outros espécimes. Os pesquisadores finalmente declararam que se trata de uma nova espécie de crocodilo, um antepassado dos répteis de água salgada que viveu no Cretáceo Inferior, e o batizaram de "Goniopholis kiplingi", em homenagem a Rudyard Kipling, autor de O Livro da Selva.
"Este novo crocodilo se parecia muito com os atuais quanto à forma e dentadura. Era um animal muito grande, embora não gigante", comentou Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol.
O réptil, que segundo o pesquisador media entre 4 e 5 m do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.
Embora outros restos do "Goniopholis" já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior. "(O crânio) se trata de uma amostra bastante notável. Encontra-se em bom estado e não está esmagado, algo bastante incomum porque, na maioria dos casos, os fósseis são danificados pelas rochas", detalhou Benton. Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D.
Segundo o paleontólogo, a descoberta ajudará os pesquisadores a calcular o número de espécies. "Parece que este crocodilo só viveu na Inglaterra. Por isso, agora sabemos que deve ter havido duas ou três espécies deste tipo naquele tempo".
O fóssil ficou exposto após um deslizamento de pedras em uma praia de Dorset, que faz parte da região conhecida como Costa Jurássica, uma área declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que se estende ao longo do Canal da Mancha. A partir de agora, o fóssil e sua reconstrução em 3D estarão expostos no Museu de Dorchester, sudoeste da Inglaterra.
Durante cinco anos, cientistas da Universidade de Bristol examinaram minuciosamente o crânio, de 1 metro de comprimento e em bom estado de conservação, e o compararam com amostras de outros espécimes. Os pesquisadores finalmente declararam que se trata de uma nova espécie de crocodilo, um antepassado dos répteis de água salgada que viveu no Cretáceo Inferior, e o batizaram de "Goniopholis kiplingi", em homenagem a Rudyard Kipling, autor de O Livro da Selva.
"Este novo crocodilo se parecia muito com os atuais quanto à forma e dentadura. Era um animal muito grande, embora não gigante", comentou Benton, paleontólogo da Universidade de Bristol.
O réptil, que segundo o pesquisador media entre 4 e 5 m do nariz à ponta da cauda, se alimentava de peixes, tartarugas e, provavelmente, de pequenos dinossauros que habitavam os pântanos e lagos das florestas tropicais.
Embora outros restos do "Goniopholis" já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior. "(O crânio) se trata de uma amostra bastante notável. Encontra-se em bom estado e não está esmagado, algo bastante incomum porque, na maioria dos casos, os fósseis são danificados pelas rochas", detalhou Benton. Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D.
Segundo o paleontólogo, a descoberta ajudará os pesquisadores a calcular o número de espécies. "Parece que este crocodilo só viveu na Inglaterra. Por isso, agora sabemos que deve ter havido duas ou três espécies deste tipo naquele tempo".
O fóssil ficou exposto após um deslizamento de pedras em uma praia de Dorset, que faz parte da região conhecida como Costa Jurássica, uma área declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, que se estende ao longo do Canal da Mancha. A partir de agora, o fóssil e sua reconstrução em 3D estarão expostos no Museu de Dorchester, sudoeste da Inglaterra.
Cientistas descobrem novas espécies de dinossauros.
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São Paulo - Dois parentes do dinossauro da espécie Triceratops foram descobertos em Alberta, no Canadá. Os cientistas acreditam que com isso, será possível entender melhor como os dinossauros se expandiram pela América do Norte.Descoberta é importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte
As duas novas espécies foram nomeadas de Unescopceratops koppelhusae e Gryphoceratops morrisoni. Os cientistas sugerem que as duas espécies foram contemporâneas durante o Cretáceo, entre 75 a 83 milhões anos atrás. O Unescopceratops viveu a cerca de 75 milhões de anos atrás, enquanto Gryphoceratops é de 83 milhões de anos.
Fragmentos do maxilar inferior esquerdo do Unescoceratops foram descobertos em 1995, na Dinosaur Provincial Park, da UNESCO, considerada como Património Mundial da Universidade de Alberta. Já os fósseis da mandíbula inferior direita da Gryphoceratops foram encontrados no sul de Alberta em 1950, por Levi Sternberg enquanto ele trabalhava para o Royal Ontario Museum.
O Unescopceratops tinha cerca de dois metros e pesava menos de 91 kg. Já o Gryphoceratops não passava de meio metro de comprimento, mesmo quando adulto. Isso significa que ele é o menor dinossauro de tamanho adulto com chifres na América do Norte e um dos menores dinossauros herbívoros conhecidos.
Segundo a pesquisa, essa descoberta é extremamente importante para que seja possível entender a história evolutiva dos dinossauros com chifres e de pequeno porte. Isso porque, embora os dinossauros com chifres sejam originadas da Ásia, a análise sugere que eles também viveram na América do Norte, já que as novas espécies, como Gryphoceratops, fazem parte do registro mais antigo do grupo neste continente.
Mamíferos primitivos sobreviveram á era dos dinossauros graças á dentição complexa,diz estudo.
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No tempo dos dinossauros, acredita-se que os mamíferos não passavam de pequenas criaturas que viviam escondidas com medo dos predadores. Mas pelo menos um grupo de mamíferos, os chamados multituberculados, conseguiram evoluir durante os últimos 20 milhões de anos do reinado dos dinossauros e sobreviver à sua extinção, há 66 milhões de anos.
Pesquisa realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sugere agora porque esses multituberculados, que se assemelham muito a roedores, se deram tão bem. Em parte, o sucesso das espécies se deve ao desenvolvimento de pequenas saliências formadas na extremidade de seus dentes posteriores – chamados tubérculos – , o que lhes permitiu se alimentar principalmente das plantas dotadas de flores e frutos – as angiospermas – , que estavam começando a se tornar comuns na natureza.
Há cerca de 170 milhões de anos, os multituberculados eram do tamanho de ratos. Quando as angiospermas começaram a aparecer, há 140 milhões de anos, o tamanho do corpo desses mamíferos começou a aumentar, chegando a alcançar a dimensão de um castor. Depois da extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram evoluindo até que outros mamíferos – em sua maioria primatas e roedores – foram surgindo e ganhando vantagens competitivas. Isto levou a sua extinção há mais ou menos 34 milhões de anos.
Saiba mais
Para a atual pesquisa, os cientistas examinaram dentes de 41 espécies de multituberculados. O trabalho procurou determinar a estrutura da superfície desses dentes. Quanto mais fragmentada é essa superfície, mais complexa e mais cheia de tubérculos é a estrutura do dente. “Se você olhar para a complexidade dos dentes, vai ter informações da dieta”, explica o biólogo Gregory P. Wilson, chefe da pesquisa, publicada na edição atual do periódico Nature.
Carnívoros, por exemplo, têm dentes relativamente simples, com aproximadamente 110 cúspides por fileira de dentes, já que seu alimento é facilmente digerível. Já os animais que dependem da vegetação como alimentação possuem dentes com mais fragmentos, de modo a facilitar a digestão. Nos multituberculados, os dentes mais complexos encontrados foram os posteriores, com uma média de 348 cúspides por fileira de dentes, ideal para triturar material vegetal.
Pesquisa realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, sugere agora porque esses multituberculados, que se assemelham muito a roedores, se deram tão bem. Em parte, o sucesso das espécies se deve ao desenvolvimento de pequenas saliências formadas na extremidade de seus dentes posteriores – chamados tubérculos – , o que lhes permitiu se alimentar principalmente das plantas dotadas de flores e frutos – as angiospermas – , que estavam começando a se tornar comuns na natureza.
Há cerca de 170 milhões de anos, os multituberculados eram do tamanho de ratos. Quando as angiospermas começaram a aparecer, há 140 milhões de anos, o tamanho do corpo desses mamíferos começou a aumentar, chegando a alcançar a dimensão de um castor. Depois da extinção dos dinossauros, os multituberculados continuaram evoluindo até que outros mamíferos – em sua maioria primatas e roedores – foram surgindo e ganhando vantagens competitivas. Isto levou a sua extinção há mais ou menos 34 milhões de anos.
Saiba mais
MULTITUBERCULADOS
Mamíferos da ordem Multituberculata são um grupo extinto de animais primitivos. Surgiram há cerca de 90 milhões de anos e foram extintos há 34 milhões de anos. Apesar de serem semelhantes a roedores, acredita-se que não tenham dado origem a nenhum outro tipo de mamífero existente hoje. Entre as suas características diferentes, estão os dentes, que apresentam um grande número de cúspides. Agora, uma nova pesquisa descobriu que este foi o motivo para os multituberculados terem convivido tanto tempo ao lado dos dinossauros.
Para a atual pesquisa, os cientistas examinaram dentes de 41 espécies de multituberculados. O trabalho procurou determinar a estrutura da superfície desses dentes. Quanto mais fragmentada é essa superfície, mais complexa e mais cheia de tubérculos é a estrutura do dente. “Se você olhar para a complexidade dos dentes, vai ter informações da dieta”, explica o biólogo Gregory P. Wilson, chefe da pesquisa, publicada na edição atual do periódico Nature.
Carnívoros, por exemplo, têm dentes relativamente simples, com aproximadamente 110 cúspides por fileira de dentes, já que seu alimento é facilmente digerível. Já os animais que dependem da vegetação como alimentação possuem dentes com mais fragmentos, de modo a facilitar a digestão. Nos multituberculados, os dentes mais complexos encontrados foram os posteriores, com uma média de 348 cúspides por fileira de dentes, ideal para triturar material vegetal.
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